Contos do Adamastor

Estorias surreais de pessoas irreais, contadas por um advogado ranzinza, carente, gentil e docil como um pequeno sagui silvestre. Nao recomendado para minorias intelectuais ou pessoas que se ofendem facilmente. Email: adamastor-em-gmail.com (sim, eu tenho um email do Google. Isso porque eu sou um nerd influente e poderoso)

23.6.05

Zoando o Código da Vinci



Um dia vão descobrir que o Dan Brown roubou a autoria do "Código da Vinci" de algum garotinho de 12 anos, face a incomensurável (adoro essa palavra para empregar uma dimensao exagerada as coisas) patetice da estória.

É um livro muito ruim, do mesmo quilate de "O Alquimista" (aquele livro que o cara vai procurar um tesouro, toma porrada a estória toda e descobre que a porra do tesouro sempre estava onde ele vivia)

Razões para meu escárnio e desprezo pelo "Código":

1. Um sujeito leva um um tiro no peito, esvai-se em sangue, e ainda tem tempo para bolar quebra-cabeças bacanas é de chorar de rir;

2. Os grandes heróis da estória são os integrantes de uma seita de swingers e surubantes;

3. Contradições: no o inicio, o livro fala que Jesus nao era filho de Deus, mas uma criação da Igreja. Depois, diz que o casamento dEle com Maria Madalena foi escondido pela Igreja para se evitar a publicidade do "sagrado feminino", afinal, Maria Madalena também seria uma divindidade. Se Jesus não é filho de Deus, Maria Madalena não poderia ter esse status divino.

4. O herói da estória, no final do livro, se ajoelha perante os restos mortais de Maria Madalena. Não há qualquer indício que ele fosse religioso.

Depois eu listo o resto.

O livro só serve mesmo para animar conversa de secretárias no ponto de ônibus, enquanto aguardam o 125.