Contos do Adamastor

Estorias surreais de pessoas irreais, contadas por um advogado ranzinza, carente, gentil e docil como um pequeno sagui silvestre. Nao recomendado para minorias intelectuais ou pessoas que se ofendem facilmente. Email: adamastor-em-gmail.com (sim, eu tenho um email do Google. Isso porque eu sou um nerd influente e poderoso)

9.11.04

Introducing Vanessinha

Essa porno-chanchada aqui precisava de um toque feminino. Venho na qualidade
de ex-fudete de Ada, que se refestelava com a minha pessoa num sofá gasto
de couro preto do escritório após o expediente. Nem pra gastar com um motel,
seu mão-de-vaca.

O "garanhão" ( é assim que ele gosta de ser ardorosamente chamado naquelas
horas ) me convidou pra de vez em quando prestar auxílio aos punheteiros
de plantão nos assuntos que dizem respeito ao universo feminino. Tô me sentindo
a própria Penélope da MTV. Mais bonita, mais bunda, mais peito e inteligência,
é claro.

Ele disse que eu poderia ecrever sobre qualquer coisa. Espero que esse post
não seja vetado/censurado. Nada de ser pudico nessa hora, Ada. Não vem de
sacanagem.

No dia que eu tiver meu próprio escritório, jurei pra mim mesma que quero
ter o meu personal-escravo-sexual-tabajara. Vou mandar e desmandar, fazer
cu doce à vontade, chamar na chincha depois do expediente, e dizer que ligo
no dia seguinte. ( e não ligar, é claro ) E nada de reclamar. Ah! Se não
fizer direito, tá despedido no dia seguinte.

Por justa causa.
Motivo: inepto para o cargo.

Igualzinho meu ex-chefe ( um antes do Ada ) fez comigo. Só pq eu tava com
dor de cabeça. Eu disse: ?Não é pq você tem um cacete de ouro que vai ficar
me comendo a hora que quer, chega dessa vida.? Falei de sacanagem, mas o
corno me despediu mesmo.

Só pra vocês não ficarem com água na boca...me lembrei agora do que, de
longe, foi a pior de todas. Essa é só uma prévia das minhas peripércias.
Eu era bobinha, tava carente, tinha saído do terceiro ano do segundo grau,
entrando na faculdade. Isso. Aquele lugar onde os meninos dizem que vão
estudar mas na verdade só vão pra se exibir com duas meias dentro da calça.

Na chopada conhecí o Cláudio, um filinho-de-papai magricelo bonitinho, mas
meio sem graça.

Estávamos na casa do amigo dele, um apê-rent-a-fuck desses de Copacabana.
Eu gosto de homem que bate um pouquinho. ( não pra machucar, é claro )
Falei pro Cláudio: ?Bate com vontade.?
Uma.
Duas vezes.
Falei três vezes.
Gritei: ?bate com vontade, ô porra!?
( uma dama na sociedade, uma puta na cama...né não galera? ? imagina só
se alguém que visse o meu rostinho angelical ía pensar que eu falo algo
assim )

O Fato era:
Ele me dava uns tapinhas com tanta força quanto ele passa margarina no pão
de manhã.
Me virei, olhei bem pra cara dele, e falei: ?bate assim, óóó...?

E bati.
Larguei a mão mesmo.

Dei uma bifa bem na cara dele, pra ver como é que se faz.

Conclusão: virei um tapão na cara do playboy, sem medir a força.
O dito cujo caiu.
Caiu desacordado na cama.

E a fila tem que andar.
Prometo à vocês que, no momento oportuno, vou responder às perguntas que
não querem calar:

1- Pq Vanessa seria uma ex-fudete de Ada?
2- De onde surgiu Vanessa?
3- De que maneira seria Ada capaz de conservar uma amizade do sexo feminino?

E como eu sô gente boa, vou saciar a curiosidade de vocês.
Em breve vou disponibilizar meu e-mail.Aguardem os próximos capítulos. Beijinhos pros cuecas de plantão.