Contos do Adamastor

Estorias surreais de pessoas irreais, contadas por um advogado ranzinza, carente, gentil e docil como um pequeno sagui silvestre. Nao recomendado para minorias intelectuais ou pessoas que se ofendem facilmente. Email: adamastor-em-gmail.com (sim, eu tenho um email do Google. Isso porque eu sou um nerd influente e poderoso)

13.10.04

A volta dos mortos-vivos.



Sumi do blog.

Não foi falta de tempo.

Não foi falta de idéias.

Não foi desânimo.

Foi apenas um motivo especial. Alás, uma palavra totalmente ausente de meu dicionário pessoal: férias.

Em toda a minha vida de adevogado, nunca tirei férias. Sempre fui explorado e espezinhado por chefes pederastas, sapatões, safados e cachaceiros, que sempre me renegaram esse tão sagrado direito constitucional.

Agora que sou tenho meu próprio cafofo, digo, escritório, posso mandar e, de certo modo, espezinhar e explorar outros infelizes.

Assim, tirei umas férias e fui pros EUA, comprar umas muambas (trouxe um Ipod pra tocar as MP3 do Bartô Galeno e do Rodney Di) e conheci a terra da democracia, das pessoas obesas, paranóicas e mal-amadas. Adorei aquilo lá. Parece a Alemanha Nazista do joguinho "Call of Duty".

Falando em joguinhos e, obviamente, em computadores, esclareço que me afastei dos computadores, quase que totalmente, durante esse período lúdico e hedonista. Fiquei sem ver os emails do putaria do Adriano, sem a ameaça de morte dos maçons frescos (perdão pelo pleonasmo) e as manifestações de carinho de meus leitores.

Voltemos à programação normal.

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Cheguei a seguinte conclusão: cada vez mais os usuários hardcore do Linux parecem com aqueles antigos petistas da época em que eram da oposição: Detestam mortalmente a situação; detestam quem simpatiza, inclusive; querem chegar ao poder e acham que democracia é algo relativo, e só podem ser usada quando for favorável a eles.

Exemplo disso: um amigo meu, que fazia parte de um clube de Linux, foi sumariamente afastado ante o indício de que ele usaria Windows XP em seu notebook. Neguinho nem se deu o trabalho em ouvi-lo. E, ainda que tivesse o XP, isso não seria uma ofensa tão grave ao clube, obviamente.

Se tudo continuar desse jeito, o Linux e essas paradas de GPL serão muito pior que a M$ e seu capitalismo selvagem.

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Sabedoria de mané: o fato de alguém se contrapor a algo que seja ruim não o torna bom.

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Chorei ao terminar, ainda que tardiamente, Call of Duty. Ver o Exército Vermelho tremular a horrorosa bandeira comunista no Reichstag foi emocionante.

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Dizem que teve um prémio da MTV semana passada. Eu não assisto mais aquela merda. Detesto essas merdas de hip hop (acho isso aí o grande mal da humanidade, junto com os flanelinhas, os petistas, os pedófilos e, obviamente, os fãs da Radeon 9600). Além disso, não tem nenhuma gostosa pra mostrar. Bons tempos da Cuca, com seu sotaque paulista e seus peitinhos redondos e saltitantes. Essa Marina Person tem cara de frígida e a filha do Marcelo Nova parece atriz pornô de filme da Boca do Lixo.

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Vejam só: meu amigo Mineirinho me convidou para inauguração de sua cobertura no Humaitá. Vai rolar um surubão. Penso em declinar do convite, pois sou rapaz de família.

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Novidade: vou ser professor universitário. Terei o prazer de humilhar a patuléia pensante da classe alta com meus conhecimentos adquiridos nos Resuminhos do Maximilianus Fuhrer (quinze real, em média).

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Pretendo voltar a publicar mais de meus contos e, obviamente, mais de minha vida íntima, social e sexual. Espero que apreciem.