Contos do Adamastor

Estorias surreais de pessoas irreais, contadas por um advogado ranzinza, carente, gentil e docil como um pequeno sagui silvestre. Nao recomendado para minorias intelectuais ou pessoas que se ofendem facilmente. Email: adamastor-em-gmail.com (sim, eu tenho um email do Google. Isso porque eu sou um nerd influente e poderoso)

19.10.04

Analisando o carioca



Como todo carioca, eu gosto de gozar o pessoal dos outros Estados da Federação. Alopro a indefinição sexual do paulista (todo paulista tem cara de viado, pode ver só), o jeito Morrissey dos mineiros (mineiro, geralmente, não é viado, só não gosta de mulher. Aliás, o que mineiro mais gosta é de encher a cara), o jeito bizarro dos capixabas, e por aí vai.

Contudo, eu odeio a necessidade imperiosa que o carioca tem de bancar o malandro.

Uma das manifestações desse malandragem que mais me causam repulsa é aquela coisa de "furar fila".

O carioca tem um modus operandi pra fazer isso.

1. Ao ver uma fila grande, o malandro, rastreia quem pode ser seu amigo, conhecido, colega ou cumpadi perante os primeiros.

2. Saúda o sujeito, e puxa uma longa conversa

3. Vai ficando por ali mesmo, até as outras pessoas se "acostumarem" com sua presença, como se ele já estivesse ali.

Não pense que tal prática é realizada apenas pelos tops-malandrões-wannabe (geralmente, sujeitos com barbicha e camisetinha quadriculada da Toulon, aquela de vinte-e-pouco-real). Já vi nerds, daqueles que combinam a cor da meia com os intestinos, usar essa odiosa prática.

Portanto, queridos leitores, não pensem que sou preconceituoso . Apenas eu detesto todo mundo.