Contos do Adamastor

Estorias surreais de pessoas irreais, contadas por um advogado ranzinza, carente, gentil e docil como um pequeno sagui silvestre. Nao recomendado para minorias intelectuais ou pessoas que se ofendem facilmente. Email: adamastor-em-gmail.com (sim, eu tenho um email do Google. Isso porque eu sou um nerd influente e poderoso)

28.6.04

tu és eternamente responsável pelo o que cativas



Deixei esse querido blog entregue aos cupins e aos roedores silvestres, o que obrigou meus leitores a esperar, ou a visitar sites mais elaborados, como o do Fokao ou do Mirconheiro, dois bons exemplos da necessidade de se acreditar na castração enquanto forma de coibir a reprodução.

Motivo desse abandono: anemia, devido ao estresse, a sobrecarga de trabalho e ao notório excesso de punheta.

Fiquei fraco, e perdi o meu mojo, que é a minha capacidade guerreira de desprezar a raça humana enquanto conjunto patético de criaturas egocêntricas e pretensiosas.

Tomei uma quantidade incrível de remedinhos, vitaminas e garrafadas, o que me deixou de pau duro, pronto pra foder a empregada e a paciência de vocês.

Prometo responder todos as mensagens, emails e orkuts dos meus queridos leitores.

Agora, realmente voltamos a programação normal.

Diálogos bichinhas e engraçadinhos no ICQ



(Rapazola): Pô, hoje eu assisti um filme.
(Adamastor): Que meigo. Qual filme você assistiu?
(Rapazola): Simplesmente amor.
(Adamastor): Que filme bicha!
(Rapazola): Eu não achei.
(Adamastor): E o que o teu macho achou?

O meu dia dos namorados



Depois de quase um mês de procrastinações e fofices, vejo necessário relatar o meu carinhoso e doce dia dos namorados.

Peço aos leitores que desliguem seus celulares e sentem-se confortavelmente com as pernas fechadas.

Vamos lá.

Embora eu tenha vencido a depressão, confesso que fiquei meio chateado no dia 12.

Pensei em ficar sozinho em casa, vendo uns filmes da Silvia Saint e me deliciado solitariamente com meu acessório de nerd-punheteiro (perdão pelo pleonasmo): o fleshlight, a lanterna do amor.

Antes que me entregasse a essa orgia onanística, recebi uma ligação de meu antigo compadre Michel Bundinha, que resolveu me convidar para uma festa putanesca na Penha, reduto de gente pobre, feia, mas honesta (modo preconceituoso ativado).

Como não entendo de bairro pobre, pedi que Michel, notório nerd, fizesse um mapinha em sua antiga versão do Harvard Graphics (programa de computador que só alguém nerd e velho saberá o que é).

Confesso que saí de casa feliz da vida, pois iria esquecer a solidão abraçado bêbado a alguma mulher fácil e com alguma DST.

Quando cheguei ao local aprazado, um galpão, estranhei, pois parecia uma festa rave, essas paradas que nego inventa pra usar êxtase e pra dar a bunda.

Na verdade, lá dentro do galpão, só havia uma luz neon (item de primeira necessidade nos lares da Zona Norte) e umas poucas pessoas.

Me aproximei e vi que era o Michel e mais outros guerreiros: o Miguelão e o fantástico Príncipe Adam, o barangueiro romântico (ele faz a linha beijo-na-boca-e-te-chamo-de-meu-bem).

Em miúdos: saí do aprazível conforto de Copacabana para um galpão fedido na Penha, onde só havia homem.

MIchel Bundinha percebeu minha expressão de ódio, que prenuncia minha ação de subir nos móveis, tal qual um símio, e atirar objetos nas pessoas.

Michel me levou num canto e disse:

- Ada, calma lá. As mulheres tão vindo. Vamos encher a cara antes.

Antes que eu pudesse arrancar a sua cabeça com meus afiados dentes, Michel me deu um copo de vinho Piriquita, o vinho do otário que se acha sommelier, e fiquei tranquilo.

Amanhã eu conto o resto. Essa é mais uma daquelas estórias babacas em que eu escrevo por partes, apenas pra segurar a atenção de vocês.

Beijunda.