Contos do Adamastor

Estorias surreais de pessoas irreais, contadas por um advogado ranzinza, carente, gentil e docil como um pequeno sagui silvestre. Nao recomendado para minorias intelectuais ou pessoas que se ofendem facilmente. Email: adamastor-em-gmail.com (sim, eu tenho um email do Google. Isso porque eu sou um nerd influente e poderoso)

26.4.04

encontros e desencontros



Não vou mais pedir desculpa aos leitores pelo meu desaparecimento. Vocês estão usando a versão freeware-GPL-style do meu blog.

A versão Professional-without-banners-and-spywares, atualizada a cada 12 horas, sem tantas vírgulas e erros de português e com uma webcam no meu chuveiro, custa 3 dólares por mês.

Não aceito cheque nem tíque.

Outrossim, vamos a estorinha de hoje.

Meninos, fechem as pernas. Meninas, sentem direito.

Hoje eu fui almoçar com uma das minhas ex-namoradas no Centro. Aliás, A EX. Foi a paixão da minha vida, a mulher por quem esse poço de ranzinzice (?!) que sou eu suspirou e amou. Ah, também foi a mulher por quem broxei a única vez, no fatídico 15 de novembro de algum tempo atrás (mencionei esse evento tristonho no finado e hype blog "Não Fiz, e Daí?", blog este que foi a minha obra-prima).

Foi ela quem me ligou, ontem, pra marcar o almoço hoje. Fazia tempo que não nos víamos (um ano, maizomeno) e só nos falávamos por telefone. Geralmente, era só por interesse meu: ela era funcionária da Justiça Estadual e eu queria tirar umas dúvidas. Claro que também rolava uma saudade.

Ela continua bonita, cheirosa, gostosa e com belíssimos e brilhantes olhos verdes. Ao me ver, abriu um longo sorriso que deve ter arreganhado sua saudosa xota.

Levei-a pra almoçar num restaurante onde sou tratado como rei. O maitre deve ter pensado que sou um advogado importante e me trata com se fosse o príncipe do Reino da Bretanha, Algarve e Sargento Roncali.

Papo-vai-papo-vem, ela disse que iria se casar, e que, apesar disso, pensava muito em mim e nos momentos de luxúria que tivemos no Frescão. Ela adorava brincar de boquete no ônibus, ô coisinha danada.

Ela perguntou se eu me sentiria mal se fosse convidado pro desenlace, e eu falei que não, o que foi 50 % verdadeiro. Embora eu tivesse me apaixonado por ela tempos atrás, agora só restou uma vontade de espancar a sua tubiba, mas, mesmo assim, não gostaria de vê-la casada com um cara mais feio do que eu.

Disse que, mesmo casando com o cara, iria sempre pessar na nossa devassidão, pois seria "um pecado capital menor". E que eu até poderia levar no seu casamento uma das vadias as quais eu pego de vez em quando, embora ela dissesse que ia ficar com ciúmes.

Taí, não entendo essas mulheres modernas.

O que esse infeliz queria? Que eu virasse o Ricardão e a comesse nas tardes cinzentas e tristes do Castelo?

Que eu me sentisse triste, amargurado e solitário por ela estar se casando antes de mim?

Uma coisa eu sei: as mulheres estão sempre querendo manipular os homens.