Contos do Adamastor

Estorias surreais de pessoas irreais, contadas por um advogado ranzinza, carente, gentil e docil como um pequeno sagui silvestre. Nao recomendado para minorias intelectuais ou pessoas que se ofendem facilmente. Email: adamastor-em-gmail.com (sim, eu tenho um email do Google. Isso porque eu sou um nerd influente e poderoso)

10.3.04

diário de uma princesa



Hoje eu não vou trabalhar. Que se foda. Vou ficar de bermudão Sillze e minha inseperável camiseta "colorida" da Hering.

Compensei a moleza de hoje trabalhando sábado passado.

Vou ter o meu dia de metrossexual: vou depilar as sombrancelhas, fazer as unhas e extrair os calos. Vou botar aqueles cremes na cara, numa tentativa patética de ficar menos mal-acabado.

Não quero saber de processo, prazo, inquérito, recurso, problema, rescisão e outros termos jurídicos que empesteiam o meu cotidiano.

Quero um dia mulherzinha, pra aproveitar e ficar menos feio. Quero chegar aos 30 como um feioso enxuto, sarado e cavalheiro.

Falando em cavalheirismo, posso dizer que fui criado segundo as antigas normas de etiqueta, coisas que a patuléia de hoje em dia, criada na informalidade da classe média, ignora. São coisas como jamais tomar a iniciativa de cumprimentar uma mulher. É ela quem deve decidir se vai apertar sua mão ou vai dar os dois beijinhos. Ou ainda jamais deixar uma mulher andando do lado do boulevard. O homem é quem deve caminhar desse lado, para evitar que a dama seja alvejada pela lama e pelo lixo emitido pelos carros e charretes dos mindingos urbanos.

Ok, eu não posso me gabar de muita coisa. Não tenho outros dotes, talentos e dons. Escrevo mal (isso meus leitores sabem) e transo razoavelmente (isso algumas de umas leitoras. Eu disse LEITORAS).

À noite, convidarei meus poucos e escassos amigos para uma partida de totó aqui em casa. Vamos inaugurar minha mesa oficial. Depois, vamos rumar para a putaria cosmopolita da Princesa Isabel. Só isso merece um post (não tão bom quanto os textos de jornalismo pornô do Mestre André. Seu post sobre o basfond putanesco é genial).

No mais, agradeço a todas as mensagens de carinho, ameaças de morte, pedidos de fotos do meu pau e outras demonstrações de apreço. O carinho de vocês não tem preço. Mesmo que jamais nos encontremos (ou seria "encontraremos"? Não vou abrir o Aurélio por isso), eu tenho todos vocês no meu coração.

Termino por aqui essa mensagem profundamente fofa. Só não coloquei uma GIF de ursinho porque pegaria muito mal. Sou um camarada considerado pela galera do Morro da Previdência e de VK.

Ah, mais uma coisa: combinei com a Paty Black. Vamos sair. Vou encarar aquele bucetão vermelho. Vou levar meu Palmtop com GPS, pra não me perder naquelas vísceras.