Contos do Adamastor

Estorias surreais de pessoas irreais, contadas por um advogado ranzinza, carente, gentil e docil como um pequeno sagui silvestre. Nao recomendado para minorias intelectuais ou pessoas que se ofendem facilmente. Email: adamastor-em-gmail.com (sim, eu tenho um email do Google. Isso porque eu sou um nerd influente e poderoso)

13.2.04

divagações à nivel de epidídimo



Hoje acordei meio carente. Faz tempo que não machuco a tubiba de alguém. São exatos quinze dias, segundo o cronômetro do meu Palm (eu tenho um programa que calcula, precisamente, os intervalos entre as minhas trepadas. O high-score foi 6 meses).

É uma espécie diferente de carência. Não quero dormir abraçadinho, nem ganhar cafuné. Só quero comer alguém, desde que seja do sexo oposto e não seja gorda. Dou preferência às narigudas, pois estas realmente sabem foder (talvez seja a aerodinâmica, sei lá).

Minhas amigas-pra-foder sumiram. A Morena da Escada mal deu a buceta e só quer saber de casamento. A outra, a coroa, é chave de cadeia.

Pensei em chamar uma puta e resolver a situação. Pegar um Antonella dessas daí da vida e chamar pra dentro, pra finalizar no chão.

Mas quero variar um pouco.

Vou aproveitar que sexta-feira é o dia internacional de comer secretárias-balzaquianas-e-divorciadas. Vou dar um pulo no Pampa Grill, aquele antro de luxúria e vadiagem do Centro, e dar um trato numa dessas aí. É preciso gastar uns dedos de prosa, mas, mesmo assim, elas já dão no primeiro encontro, desde que você pague pra ela um frango à passarinho no motel. Elas vão pra casa com o rabo quente e um sorriso na boca.

Eu poderia também pegar o vértice dessa cadeia alimentar, que seria a advogada/juíza-quarentona-e-divorciada. Elas costumam se reunir no Benidorm (também conhecido como "Bebe-e-dorme"), mas elas são amarguradas e angustiadas, apesar do dinheiro e poder que ostentam.

O bom de comer mulher pobre é que elas não são muito exigentes quanto aos seus parceiros.