Contos do Adamastor

Estorias surreais de pessoas irreais, contadas por um advogado ranzinza, carente, gentil e docil como um pequeno sagui silvestre. Nao recomendado para minorias intelectuais ou pessoas que se ofendem facilmente. Email: adamastor-em-gmail.com (sim, eu tenho um email do Google. Isso porque eu sou um nerd influente e poderoso)

15.1.04

meu amiguinho blogueiro


Esqueci de comentar que quase conheci o jovem Rafa, o poetinha revoltado de Sampa.

Ele veio aqui no Rio e ainda ligou pra mim, mas só que às 3 hs da manhã, quando eu estava, de pijamas, assistindo um filme em que o Snoop Dogg aparecia com o pixaim liso. Esse era o melhor efeito especial da película em questão.

Pensei até que a ligação fosse da polícia, e a minha primeira reação foi pegar a garrucha que guardo no criado-mudo, perto da bisnaga de KY.

Mas voltando ao Rafa: ele me convidou a ir com a galera dele à uma boate gay chamada Dama de Ferro ou Dá-me-te o ferro, sei lá. Ia ter uma noite de electro.

Ele sacaneou o meu dixavado sotaque de carioca, mas ele nem poderia me zoar. Aquela pronúncia de garçom-do-Porcão também é uma comédia, data venia.

Recusei polidamente, como é de meu costume. Embora não tenha qualquer preconceito com nossos compatriotas manja-rolas, eu não sou adepto desse tipo de vida, apesar do meio jeito doce e sublime de ser.

Além disso, pelo que soube, esse tal de electro é a vertente mais viada da já viada música eletrônica. Parece que os DJs mixam, junto com a música, uma faixa sonora inaudível aos ouvidos humanos, mas perceptível aos briocos, que se alargam com tais sons.

Creio que sou imune à esses efeitos subliminares, mas preferi não arriscar.

Vai que eu acabe gostando?