Contos do Adamastor

Estorias surreais de pessoas irreais, contadas por um advogado ranzinza, carente, gentil e docil como um pequeno sagui silvestre. Nao recomendado para minorias intelectuais ou pessoas que se ofendem facilmente. Email: adamastor-em-gmail.com (sim, eu tenho um email do Google. Isso porque eu sou um nerd influente e poderoso)

30.12.03

músicas que tocam o coração



Quando eu era empregadinho do Poposão Rosa, meu ex-chefe sodomita, eu trabalhava como assistente de um outro advogado, esse na casa dos 35 anos, inteligentíssimo, mas depressivo.

Sempre na segunda-feira de manhã, o cara chegava com a cara no chão, praguejando contra o emprego que detestava.

O sujeito só ficava feliz depois que eu cantava "Sabes a chocolate", do falecido Menudo.

Essa música tem poderes terapêuticos, vejam só a belíssima letra:


quema tu piel con ese rayo de sol
pinta tu cuerpo con un bello color
bombon
cuerpo caliente a la orilla del mar
pasa la gente y te quierem mirar
bombon

sabes a chocolate
sabes a chocolate si
beso, te beso, te quiero besar

no se que pasa que te quiero besar
mucho calor y yo te quiero besar
bombon
cerca de ti yo solo quiero bailar
quiero la orquesta que se ponga a tocar
bombon

sabes a chocolate
sabes a chocolate si
beso, te beso, te quiero besar

cuerpo de mujer, al atardecer
que no pare la musica de sonar
oh, oh, oh

cuerpo de mujer, al atardecer
que no pare la musica de sonar
que no pare la musica de sonar
que no pare la musica, quiero bailar
oh, oh, oh, oh
oh, oh, oh, oh
oh, oh, oh, oh
oh, oh, oh, oh

para papa para papara papa
para papa para papara papa
bombon

sabes a chocolate
sabes a chocolate si
beso, te beso, te quiero besar



dica: a voz precisa ficar muito aguda na hora do "beso, te beso, te quiero besar". Se puder, faça cara de dor.

É batata. Cura até hemorróida.

29.12.03

Mensagem carinhosa



O Linux é bacana, mas eu não vou perder os últimos momentos de minha alegre juventude recompilando kernels e lendo as piadinhas infames que o Linus e seus amiguinhos assexuados colocaram no código-fonte.

Tem muita buceta por aí, andando indomada, sem dono. Larguem essas porras de KDE e Gnomo e vão comer alguém, seu putos.

Essa mensagem não se aplica, obviamente, aos jogadores de RPG e aos donos de placa Radeon.

Tio Ada te ensina a ver TV



Como a chuva atrapalhou minhas investidas ultramarinas, fiquei em minha casa de campo. alternando a retrocitada punheta com a leitura e a TV.

Como assisto pouco TV, me impressionei com os seguintes momentos televisivos:

01. Clodovil, Rede TV: fiquei feliz em saber que esse viado voltou. Na minha opinião, ele é o mais importante brasileiro vivo. Tudo bem, ele é fresco, mas isso é um detalhe. O olhar de desdém do Clô, ao vender aquela câmara digital Olympus ao lado de um quasímodo com gel no cabelo é cativante. E os comentários dele são pertinentes. Ele ainda tem a manha.

02. Mesa redonda de freiras, Rede Vida: eu já comentei sobre isso, mas preciso recomentar. A Santa Madre Igreja está fazendo de tudo para atrair a atenção de seus fiéis. Na madrugada de hoje, rolou um programa em que 7 freiras (número cabalístico), dançavam alegremente e sensualmente perante às câmaras. Uma outra tocava violão. E a freira com o buço maior (acredito que seja a de maior patente) contava piadinhas. Era um episódio de "Malhação" sem a erotização exacerbada e o consumismo subreptício. Não sobrou muita coisa, mas gostaria deixar registrado que todas as supracitadas moças eram feias de dar dó.

03. Canal árabe: é o melhor canal da tv mundial. Tem um programa que é uma mistura de Chaves com Golias. Genial. Habib é o malandrão e Abdula é o inocente. Talvez seja o contrário. Ou não. Não dá pra entender porra nenhuma, mas dá pra ver que,apesar de toda a dinheirama do petróleo, os árabes não investem na tv. Tem um programa em que um garotinho gorducho fica fazendo charminho pra tv, com claque. Não tem graça, mas serve pra espantar visita inesperada.

04. Canal Canção Nova: não sei se é mais um canal católico ou protestante, mas destaco a gordinha metida à sexy, com franjinha ruiva, que acha que vai pro céu. Lamento informar mas, pelo que eu saiba, gorda de franja não vai a lugar nenhum.

05. Canal do Turfe: só sujeitos idiotas e escapistas precisam saber que o cavalo Patrono da Independência vai pagar placê 3.

06. Zagallo, qualquer tv: desde que o Tino Marcos convenceu o Zagallo de que ele é o "único terráqueo tetracampeão", ele está insuportável em suas entrevistas. Baixa a bola, velhote.

07. Clipe do Marcelo D2 - "Loadeando". Se você acha que o maconheiro resiste incólume as desgraças do cigarrinho do capeta, precisa ver esse clipe. A música é muito ruim e a letra é digna de nota. Enquanto o Marcelo D2 quer ensinar o filho a ser o malandrão da Zona Norte, e catar umas minas, o imberbe rapazola só quer saber de visitar a Disneylândia, colecionar papel de carta do Brad Pitt e bater curirica com os amiguinhos da escola.

Depois eu comento mais. Deixa eu voltar pra punhetinha da soirée.

Relatório de férias



Eu tinha planejado que, nesse exato momento, ao cair da tarde do dia 29 de dezembro de 2003, estaria no iate da família, batendo punheta tendo às garças por testemunha, e jogando Call of Duty no meu estiloso notebook com placa 3D.

Quem dera.

Graças à alguma macumba (andei pensando: seria um despacho de macumba uma demonstração de terrorismo? Vou pesquisar isso depois) deu tudo errado.

Choveu pra cacete. Fiquei resfriado. O jogo não reconheceu a placa 3D, fez cara de nojo e disse que a pobrezinha não rodava OpenGL. Preconceito racial com minha placa mexicana, a Tomato 3D.

E fiquei sem internet, mas isso é boa cousa.

Só a punheta, sempre ela, me salvou. A amiga certa das horas incertas. Graças a ela, às minhas 90.000 fotos de mulher pelada eu consegui alguma diversão nesse fim de ano(outro insight: alguém precisa desenvolver um programa que filtra, automaticamente, as fotos de putaria. Seria ótimo criar uma pasta "anal", "amadoras" ou "porra, tá parecendo travesti").

Aproveitei o ócio para compor algumas canções da minha banda, "Cinco crioulos num Chevette preto". Já criei, à base de Frutiyloops e meu de tecladinho Yamaha PSR-79, "Eu não sou mindingo" e "Sim para todos". Essa última eu dedico à Microsoft, que criou esse botão, ao lado do "Sim" e do "Não". É uma metáfora sobre a poligamia, penso eu.

Eu preciso contar algumas coisas pra vocês. Semana retrasada eu comi a Morena da Escada no Frescão, aquele ônibus com ar condicionado estiloso e prafrentex. Foi muito romântico e tenho certeza que a patuléia dos outros ônibus viu a cena. Rolou de tudo um pouco, menos o anal, que não pega bem, segundo a moral católica, nesses lugares públicos. É preciso muito sentimento e sensibilidade. Depois eu explico com mais detalhes. O Frescão é um ótimo lugar para comer alguém.

Vou passar novamente o reveillon em Copa, no meio da bicharada européia, dos macumbeiros, da classe média embriagada de cidra, dos vendedores de milho, dos mineiros perdidos e, como é de se esperar, dos porteiros que aproveitam o ensejo festivo para liberar o brioco no playground do prédio.



22.12.03

Cheat codes na Modern Soud



Aqui em Copacabana há uma famosa loja de cds chamada Modern Soud, onde também se vende equipamentos para home-theather.

Um dia, resolvi entrar na loja, mesmo trajando meu surrado Rider e meu short Silze, da época em que o Zico, o pai do Só no Sapatinho e notório perdedor de pênaltis, ainda era garoto-propaganda.

Passei no setor de home-theathers, no subsolo da loja, pois queria comprar uns pedestais para meu equipamento.

Fui recebido, com imenso desdém, pelo Sr. Romeu, levemente "água morna", que, ao me ver trajado daquela forma, tal qual um flamenguista, me olhou com cara de nojo e falou comigo sem olhar nos olhos.

Quando eu perguntei o preço dos pedestais, ele disse pra que eu tivesse certeza do que eu iria comprar, porque ele não troca os produtos.

A boneca desrespeita o Códego do Consumidor, portanto.

Daí, eu virei pra ele e perguntei se ele vendia um aparelho-super-ultra-foderoso: o Marantz 9300.

Ele arregalou seus olhinhos de manja-rola, e, agora com voz menos insolente, disse que não, que era um "produto muito moderno para a loja".

Daí eu fiz cara de nojo. Mesmo vestido de "mindingo". Perguntei qual o modelo mais moderno ele possuía.

- Eu tenho o 4300,mas é bem mais simples do que o Sr. procura.

- Quanto custa, ô menina?

- quatro mil reais.

- Ah, é simplesinho, mas até que tá um bom preço.

O bacana foi a cara que eu fiz. Como se tivesse pechinchado uma camiseta falsificada da Nike na Rua da Alfândega.

Ele ainda me mostrou a sala especial dos equipamentos e me deixou sentar nos sofás, mesmo vestindo o meu horrendo short do Zico.

No fim, Romeu ainda me conduziu até a porta e me deu um cartãozinho.

Devia ter achado que eu era pagodeiro ou jogador de futebol.

chegou o natal. que merda, hein?



Chegou o Natal. Os fóduns se fecharam para o recesso de fim de ano. Era, agora, pra eu estar no iate da família, batendo punheta em céu aberto, ajudando os Aliados a invadir a Fortaleza Europa no "Call of Duty", etc.

Mas, apesar da retrocitada fechadura da Justiça, tenho as seguintes incumbências:

1) impedir que uma vovozinha seja tungada por um coleguinha de profissão safado;
2) livrar um "afilhado" da cadeia;
3) registrar uma ocorrência policial para D. Mocinha, minha dileta mãe e; o pior de tudo
4) comprar os presentes da família. Acho que esse ano vai ser tudo das Casas Bahia.

Merda. Vou me encher de carnês,

15.12.03

adamastor comenta a nova etiqueta



Minha avó paterna, mulher cabeça, intelectual e presepeira, era apaixonada por livros. Tinha uns mil livros, dos mais variados assuntos, mas a véia adorava mesmo era poesia.

Como eu fui seu único neto que apreciava a beleza da leitura, fui o herdeiro do seu acervo. Toda a aquela merdaiada empoeirada me foi presenteada pela finada senhora.

Muita coisa eu joguei fora, até porque, não preciso de antologias poéticas de comunistas gregos péla-sacos (perdoêm o tradicional pleonasmo).

Contudo, um livro eu fiz questão de guardar, porque não só é delicioso como também serve de base para o assunto do post de hoje.

O livro em questão é um antigo manual de etiqueta (não sei de cabeça os dados bibliográficos, mas prometo que um dia os porei aqui).

Ele ensina tudo: como se portar numa audiência com o Papa (deve-se beijar só o anel do Sumo Sacerdote. Essa coisa de três-beijinhos-pra-casar não pega bem com o Dr. Papa.), como comer aspargos, quais as ocasiões que as senhôras deveriam usar luvas, etc.

Uma parte que eu acho importante é a que fala sobre os encontros amorosos. Na época da edição do livro, que calculo ser dos anos 50, as moças casavam, em tese, virgens, e a boquinha da garrafa era banida totalmente da sociedade cristã.

O interessante é que todo mundo sabia como se portar. Você não ia comer a menina tão cedo, mas, ao menos, sabia como evoluir o relacionamento, pois cada etapa tinha suas formalidades.

Era aquela coisa: você conhecia a moça, era apresentado aos pais dela, depois, vinha o namoro, uns beijos, se fosse bom de lábia, rolava um peitinho e um bolagato no banco de trás do carro. Se você fosse realmente muito bom de conversa, conseguia ainda comer a menina.

Nesses bons tempos, os rapazes e as mocinhas sabiam como se portar.

Agora, meus amigos, nesses tempos apocalípticos pós-bug do milênio e pós-boquinha da garrafa, a coisa degringolou completo.

As formalidades da sociedade cristã foram derrubadas pelo movimento hippie e pelo roquenrol, que transformaram tudo numa grande putaria.

Cada mulher, agora, cria sua própria etiqueta.

É mais ou menos assim: tem meninas que só dão no terceiro encontro, sendo que, cada encontro, para ser contabilizado, precisa ocorrer em dias diferentes e durar, ao menos, 20 minutos. Já outras garotas dão no primeiro encontro, mas você precisa ouvir a egotrip dela de 40 minutos. Outras, por sua vez, só vão beijar no segundo encontro, e vão foder apenas depois de você conhecer os pais dela.

Como proceder em tais situações? Afinal, há meninas rapidinhas e outras que são mais lentinhas, e as formalidades, nesse caso, precisam ser seriamente obedecidas, caso o rapaz queira atingir o útero da senhorita.

Isso acaba confundindo a cabeça do homem moderno. Se ele agir muito rápido, e for logo querendo um peitinho, pode ser rotulado como maníaco do parque. Se for muito educadinho, vão achar que é gay, ou, pior, mórmon.

Acaba que o rapaz precisa de sensibilidade para agir em cada situação. Terá de fazer um julgamento de valor sempre que conhecer uma menina.

Depois eu explico como.

13.12.03

da série "tomara que o senhor contraia um câncer no seu brioco"



Tem vezes que esqueço que fiz primeira comunhão e resolvo praguejar contra certas criaturas hediondas dos recantos jurídicos.

Principalmente contra um determinador Ilmo. Procurador Sr. Dr. Pau-no-cu.

Eu ainda fui despachar com o infeliz, pedindo pra ele soltar logo a porra de um processo, porque a pobrezinha da minha cliente estava doente, fodida e mal paga (não era 171: a coitada tava realmente ruim da cabeça e doente do pé. No processo eu mostrei isso).

O viado disse que ficou sensibilizado e que iria dar um parecer favorável à minha assistida.

Conversa.

O ilustre filho da puta segurou o processo durante 6 meses, e, se não bastasse isso, apresenta um parecer de 15 (quinze) páginas (!!!) apresentando argumentos igualmente filhadaputescos, em que fecha os olhos para os fatos dos autos e para os mais bacanas e joiados princípios do Direito Muderno.

Resultado: vou ter de botar na bunda do Louvado Sem-Mãe, sem KY ou cuspe.

É uma daquelas petições em que a gente usa uma linguagem empolada pra chamar o cara de débil mental, mas sempre usando termos civilizados e terminando as frases com um concessa maxima venia.

Deve ser um maldito assexuado que foi criado pela avó materna, que ele, até os 25 anos, pensava ser sua mãe.

Além disso, era abusado sexualmente por seu primo estudante de filosofia, que o drogava com vinho barato e xarope para tosse.

Não vou me irritar com esse sujeito, nem desejar que as forças do mal destruam sua vida.

Sei apenas que sua alma pútrida foi reclamada pelo coisa-ruim, e as chamas eternas do inferno o lhe foram reservadas.

Cthulhu o aguarda.

10.12.03

a volta da moreninha da escada



Voltei às antigas pegações com a moreninha da escada, aquele metro e oitenta de gostosura. Ela tem a tríplice coroa havaiana: peitão-bundão-cetão. Coisa de louco. Meu saco sentiu saudades de bater em sua tubiba (nota da redação: tubiba é a região desmilitarizada que se situa entre a vagina e o ânus).

Como consegui? Simples.

Fui visitá-la no trabalho, no final do expediente. Como ela fala pra caralho, deixei ela contar tudo de bom e fofo que aconteceu em sua vida. Fiquei sorrindo, com a minha tradicional e notória cara de buceta, demonstrando que estava adorando ouvir suas estórias.

Enquanto ela falava, eu a olhava nos olhos, com um olhar profundo, perverso e selvagem, como que tentando hipnotizá-la. Queria novamente dar umas cabeçadas em seu útero.

Cabe ressaltar que toda essa aporrinhação foi no escritório. Como sou amigo dos chefes dela, eles me permitem essa putaria.

Quando deu a hora contratual de saída, ela disse que tinha de ir embora, mas pediu que eu a acompanhasse até o metrô.

Fomos até o hall do andar, que estava vazio. Aproximei-me dela (havia conferido o hálito antes. Chupei um Halls pra tirar qualquer dúvida) e tentei, delicadamente e com a língua de fora, conseguir um beijo.

Ela negou, disse que eu era uma gracinha, mas ela não queria ficar "só nisso".

Foi o momento oportuno para ativar o script de mentiras 2.8

Eu disse que tava morrendo de saudade do cheiro dela, do sorriso, do peitinho, do umbiguinho, do bracinho, do pezinho, do rabinho e de outras partes opulentas e saborosas.

Ela riu,

Rir é o primeiro passo pra comer alguém. Rir desopila o cu e arreganha a xoxota. É verdade. Acreditem em mim.

Eu a levei pra escada de incêndio, o nosso cantinho, o nosso ninho de amor.

Ela, ainda assim, fez bico. Não queria. DIsse que eu só queria "isso".

Daí eu utilizei a técnica da "postergação".

Falei que tínhamos de sentar um dia e conversarmos sobre nossa relação. Precisávamos agora era de aproveitar o momento, esse frágil átimo de tempo que é a juventude, enquanto somos jovens e saudáveis. Enquanto que a amargura da idade e do Ministério da Previdência não envenenaram nossa alma.

A morena resolveu ceder. Rolou muito beijo, mas comportado. Não rolou peitinho, nem aquele boquete amigo.

O segurança do prédio passou pela gente, inclusive. Nem parei. Quero mais é ser flagrado agarrando mulher bonita.

Agora, vou precisar de utilizar o mais complicado dos subterfúgios: comer a moça sem me compremeter à nivel de sentimento.







advogado com o icq ligado



ficar com o icq ligado provoca fatos como esse:

[fulano] to batendo um processo, tipo, a parte ta contenstando uma açao de exibiçao de documento, eu quero saber se nessa contestaçao eu tenho q citar a parte autora ou só a ré q no caso eh quem tah contestando

Não tenho a menor idéia do que esse rapazote escreveu. Já começa do "to batendo um processo". O que é "bater um processo"? Socar, violentar, estuprar os autos?

O resto é ininteligível. É coisa pros Irmãos Waxoxota.




9.12.03

cabra marcado para morrer



Todo mundo sabe que um dia vai morrer.

Acontece que ninguém conhece o motivo.

Eu também não sei qual fim o destino me reserva, mas tenho a impressão de que será por causa de uma xota.

Infelizmente, não por overdose, mas por uso inapropriado de vagina de propriedade alheia.

Explico.

Eu acho que já expliquei aqui que tava quase pegando a ex-mulher de um políça da federal. Conheci numa daquelas festas de adevogados, regadas à uísque, amendoins e demonstrações ostensivas de vaidade e egocentrismo.

Essa moça, que na verdade é uma senhôra de 40 anos, caiu na minha conversa e rolou um sentimento. Foram apenas uns beijinhos e um tradicional e clássico peitinho. Nada demais.

Vamos chamá-la de Lurdinha.

Loura malhada, viajada, bonita, gostosa e cosmopolita. Não sei o que uma mulher dessas faz com um brucutu, autoridade coatora (e segundo dizem, co-autora).

Acontece que, depois da merda feita, a mulher me conta que esse pequeno fato. E acrescenta dizendo que o seu ex é extremamente ciumento (?) e vive atrás dela. Parece que até grampeou a linha telefônica.

Juro que broxei.

Depois desse choque, nunca mais liguei pra Lurdinha. Tentei dar uns pegas na Morena da Escada, mas ela fez doce (a propósito, ela cedeu ao doce: vai ceder seus orifícios na quinta-feira. Já agendei.).

Ocorre que a Lurdinha me liga no sábado, com aquela voz de xoxota molhada, clamando por conhecer o motivo de que me chamam de "gigante pela própria natureza".

Eu juro que tentei fugir, amarelar e coisa e tal. Aquela mulher poderia custar a minha vida, mas a sedução foi tanta que saí com a coroa.

Fiz conforme manda a etiqueta: levei pra jantar, paguei a conta, levei pro Panda e dei-lhe uma lição à nivel de útero.

O bom de se comer uma coroa é que elas cansam rápido. Quarenta minutos, contando o couvert artístico e a entrada, já é suficiente pra cansar a xota. Se fosse uma fedelha da nova geração, criada nas academias de ginástica com esses suquinhos com trangênicos, eu iria levar umas boas 2 horas.

Creio que cumpri meu papel, pois Lurdinha foi embora com a buceta arfante e feliz.

Já no domingo a tarde, ela me liga assustada, dizendo que, após a fudelança, ao chegar no prédio, viu que o ex a esperava na porta. Rolou um barraco e ela tomou umas porradas na cara. Segundo consta, ela apanhou na cara duas vezes naquele dia, sendo que uma foi comigo, mas foram tapinhas leves, de mão aberta.

Ela acabou na delegacia, fazendo registro de ocorrência e tendo que ir no IML fazer corpo de delito. Foi uma tremenda confusão.

Se não bastasse isso, o camarada quer descobrir com quem ela saiu. A Lurdinha me disse que negou tudo, disse que foi jogar biriba com a prima no Irajá.

O federal não acreditou e jurou pegar de porrada o malandro que estava comendo a sua ex-mulher.

Minha solução: fazer como no mundo encantando do ICQ: ficar invisible durante um tempo.

Eu realmente só (me) meto com mulheres complicados.

Ô praga de madrinha.