Contos do Adamastor

Estorias surreais de pessoas irreais, contadas por um advogado ranzinza, carente, gentil e docil como um pequeno sagui silvestre. Nao recomendado para minorias intelectuais ou pessoas que se ofendem facilmente. Email: adamastor-em-gmail.com (sim, eu tenho um email do Google. Isso porque eu sou um nerd influente e poderoso)

28.10.03

Pegação via email



Tenho recebido muitos emails de gente querendo me comer.

Pera lá, pera lá!

As coisas não são assim. Não sou "facinho".

É preciso, antes, me levar prum cinema, pagar um jantar e uma água de coco na praia.

Tem de rolar uma conversa e, claro, uma coisa de pele.

Tão pensando que eu só qualquer um?

Nessas horas que eu cito a falecida Leila Diniz: "eu posso dar pra todo mundo, mas só dou pra quem eu quiser'.


26.10.03

aonde esse mundo vai parar?



Enquanto atualizava minha agenda semanal, deparei-me com o Manual das Guerreiras, site que divulga os princípios fundamentais da galinha digital-Y2K.

É mais uma daquelas obras feministas, que exaltam a putice e detonam o macho, demonstrando ainda incomensurável infantilidade.

Destaquei algumas dessas "táticas":

c. Finja sempre ser pura, boazinha e inocente.

d. Negue tudo até a morte.

e. Nunca confie nos homens, mesmo que ele seja o seu irmão.

f. Tenha sempre um "kit de primeiros socorros" na bolsa, contendo: bala Halls, camisinha, tesoura para cortar as coleiras, uma falsa testemunha e um amigo pra te salvar dos "malas".

p. Detone todos os homens, nenhum deles merece sua consideração.

t. Cozinhe todos os homens a banho maria: demora, mas afinal você nunca sabe quando vai precisar deles.

u. Nunca deixe cair a qualidade.

v. Quantidade também é bom, muito bom por acaso


É um texto hediondo, convenhamos.

Um dia, quando tiver muito paciência e tempo disponível, tecerei comentários mais profundos sobre isso. Reparem que elas, deliberadamente, anunciam a prática do cu doce.

Não tenho ódio das piranhas, galinhas, vadias e congêneres, aquelas que dão adoidado por ideologia e/ou por coceira na xota. Nada contra, frise-se, pois, graças à elas, pude não só iniciar minha vida sexual, como que também matar o tempo com um boquete amigo.

Contudo, sou contrário apenas às putinhas raivosas, mulheres que detestam o homem macho masculino, querendo apenas semear a discórdia, usando seus orifícios como armas.

Finalmente, gostaria de dizer que essas meninas, no futuro, vão virar aquelas secretárias solteironas e mal-amadas, com a voz embargada pela nicotina, e que frequentam o Pampa Grill às sextas-feiras.

Não vejo pior destino para elas.



24.10.03

Resoluções de fim de ano



Aproveitei a pacata manhã de sexta-feira para meditar sobre a vida enquanto ouvia minhas mp3 *legalizadas*.

Nesse momento único, de relaxamento, em que afrouxei minhas calças, decidi, então, que iria interromper, por tempo indeterminado, a prática de comer carne nova.

É isso aí. Não quero mais saber de fedelhas na casa dos 16-22 anos, universitárias e afins, que gostem de Charlie Brown Jr., reggae, college-forró, téquino e, principalmente, Tribalistas.

Chega. Cansei. Parei com essa gente.

Fundamentei essa minha enérgica decisão no fato de que as mulheres mais jovens é que são as maiores causadoras do "excesso de cu doce", essa séria disfunção sócio-sexual que afeta o homem hodierno.

É claro que isso tem raiz nas mensagens doentias que da revista "Nova", com suas redatoras machonas, que pretendem destruir o homem e tornar o mundo uma terra sem lei, habitada por lésbicas musculosas e peitudas que ouvem Alanis Morrissete (ela nunca me enganou) e Edson Cordeiro (essa, menos ainda).

Voltarei ao meu público-alvo: as balzacas. Sabem conversar, foder e não perdem tempo em formalidades desnecessárias. Já tem anos de serviços prestados e já tiveram o furor uterino amaciado por diversas varas.

Espero, assim, que as retrocitadas fedelhas sofram com as consequências de seus atos. Que fiquem em casa nos sábados a noite, assistindo "Zorra Total", e reclamando do excesso de celulite das vadias que aparecem naquele odioso programa.

Agenda festiva



Se tudo der certo, estarei hoje no lançamento do livro "Corpo Presente", obra do Sr. JP Cueca, na Livraria da Travessa.

Serei facilmente reconhecido pela minha camisa do DOOM 3 e pelos meus quilos a mais.

21.10.03

Ela não ligou, e agora?



Quem tem a imensa paciência (e falta do que fazer) para ler minhas desventuras, em que inovo a língua portuguesa com minha prosa ligeira e meus excessos de vírgulas, bem sabe que fui vítima de uma horrenda prática que até pouco tempo ("pouco tempo"= antes da revista Nova publicar suas matérias maledicentes, provocando a rebelião das frágeis cabecinhas femininas) era exclusiva do sexo masculino: a promessão não cumprida de ligar.

Com isso, acabei vivenciando a situação do ponto de vista da vítima, a mulher, através dos seguintes momentos:

1o momento: a negação-esperança: mesmo sendo tarde da noite, eu acreditava que ela iria ligar, . Achava totalmente absurda a hipótese de não receber um telefonema.

2o momento: a constatação da realidade: após longa espera, percebi o fato. Não ligou e nem vai ligar. Fui ludibriado, enganando, iludido, "estelionatado".

3o momento: a culpa: tentei relembrar todos os nossos encontros, tudo o que eu falei e as reações dela. É a etapa mais dolorosa, em que achei que a culpa foi minha, por algo que teria supostamente feito. Será que foi pelo fato de que não ri da piadinha imbecil dela? Será que foi porque bocejei enquanto ela falava sobre Homeopatia Cósmica? Poderia ter feito algo diferente? Minha mente foi povoada por incertezas e angústias (essa última frase foi muito brega, depois eu reescrevo).

4o momento: a raiva/indiferença: como superei a fase anterior -muitas pessoas acabam se matando ou, pior, ligando para o (a) ex-namorado (a) - senti raiva em ser rejeitado. Quem esta mulher pensa que é para fazer isso comigo? Sou advogado, não tenho cáries na boca e moro na zona sul. Que me trate com respeito. Até pensei em vingança, mas isso é coisa de pobre, ou de personagem de livro do Sidney Sheldon. Preferi ficar com a indiferença, e tratar a menina com frieza e distância.

Claro que, depois disso tudo, liguei pro Dr. Survektor, meu psiquiatra amigo, e chorei as pitangas. Ele, como bom adepto de Freud, me mandou tomar na bunda (espero que figurativamente) e me receitou uma caixa de tarja-preta.

E a vida continua.

Agradecimentos e pedidos



Meu povo,

Deixe-me ser piegas e agradecer a todos os conselhos enviados pelos meus prestimosos leitores. A mulherada trouxe muita luz ao assunto "cu doce". Até gostaria de aproveitar o espaço e perguntar quais as táticas que as mocinhas usam para efetivar o tal "cu doce". O anonimato será preservado e ativarei meu programa de proteção à testemunhas.

20.10.03

Bateu um sentimento



É bem verdade que preciso atualizar com mais frequência, mas os leitores já conhecem as minhas desculpas... :)

Aconteceu muita coisa na semana passada. Muita mesma. Desde um boquete quase-revival até uma tarde inteira perdida entre as velhas gordas do Ilustre Ministério da Fazenda.

Com tantas estórias interessantes (?) pra contar, escolhi narrar os últimos acontecimentos das minhas aventuras amorosas, o que é a razão da existência desse blog.

Retrocedendo os fatos, os leitores bem sabem que, depois da festa da Symbol, aindei pegando uma professorinha de educação física. Coisa fina. Fomos ao cinema uma vez, e ela fez um tremendo doce. Foram parcos e minguados beijinhos. Já fiquei puto.

Ela havia prometido me ligar nesse sábado. Iríamos sair pra jantar.

Como a moça não ligou até às 21:00 h, resolvi bater um fio pro celular da moça, pra ver no que dá.

Como sou uma besta notória, acabei ligando pra Menina da Escada, que tem o mesmo nome da professorinha.

Ela atende cheia de amor pra dar. Dava pra ouvir no fundo um barulhão. A bandida estava num pagode.

Eu, ao invés de desligar na cara, tive de dizer que tinha ligado pra "ver como ela tava". Foram cinco minutos de polidez diplomática. Poderia ter desligado na cara, apesar do bina do celular registrar o meu telefone? Poderia, mas não se maltrata quem a gente já comeu. Um dia você pode precisar novamente de sua tenra xota.

Depois dessa presepada, liguei para o celular da professorinha. Tocou, tocou e não atendeu.

Realmente, ela me deu um bolo.

Então, eu poderia escolher: sofrer, num momento mulherzinha, em que me entupiria de comida, assistindo algum filme romântico, que me fizesse crer que realmente há o amor verdadeiro (apesar do galã ser gay), ou, o que é mais adequado à minha composição cromossômica: sair com os amigos e pegar as meninas perdidas, aqueles que não merecem nosso amor e sentimentos, mas apenas a nossa vara?

Segunda opção, claro.

Eu diria que foi o de sempre. Tentei dar uns pegas na bonitinha do lugar. Não deu certo, tomei uns foras. Enchi a cara e agarrei a gordinha peituda e carente. Prometi ligar depois. Não vou ligar. A gordinha vai ficar triste, decepcionada e irada, nessa ordem, vai estudar muito e ser funcionária do Ministério da Fazenda, onde se vingará da Humanidade impondo burocracias sem pé nem cabeça.

No domingo à noite, liguei pra professorinha, cordialmente. Ela estava com uma voz meio triste. Disse que não poderia sair comigo, porque precisava arrumar o seu plano de aula. Ela falou que não me ligou porque tinha saído pra jantar com os pais. Perguntei se tudo estava bem, e ela disse que "estava triste por causa do resfriado". Daí perguntei se poderia ligar outras vezes, e ela disse que sim, mas meio desinteressada.

Não entendi. Depressão? Ansiedade? Mau olhado? Cu doce? Desinteresse?

Por isso que o Oscar Wilde, mesmo sendo gay, cunho a brilhante e perspicaz frase: "as mulheres foram feitas para serem amadas, não para serem compreendidas".

PS: atualizem a frase, por favor: onde está escrito "amadas", troque por "comidas".

15.10.03

Meu spammer preferido



Esse spammer filho da puta persegue TODAS as minhas contas de email, desde as mais remotas eras da Internet:

Investigações e Segurança Eletrônica em Geral

Micro câmeras imperceptíveis
Gravador Telefônico e escutas Camufladas
Dúvidas Conjugais com fotos e filmagens
Sistemas de gravação e transmissão digital
Informações Cadastrais em geral
Aluguel e Venda de equipamentos

Entre outros serviços-Consulte-nos

(21) 3902-0738 Plantão 9686-7882
de segunda a Domingo Dia e Noite
Sigilo Absoluto

Você esta recebendo este e-mail porque se cadastrou em nosso site ou foi indicado por um amigo. Caso não queira mais recebe-lo, responda com o título "remover". Seu pedido será logo atendido.detekta@latinmail.com


Eu já consegui cancelar a conta dele no UOL. Falei com o japonês que manda naquela porra e o sujeito fechou a bica do email desse filho de mulher da rua.

Inclusive, acho que o retromencionado japa era o Matinas Suzuki, que tem uma parada com o Rafa.

Eu adoraria passar trote para esse filho de mulher dama todos os dias, mas dois fatores me impedem:

I- Sou uma pessoa ocupada, que precisa salvar o mundo e defender a Justiça e os mais puros e lídimos interesses daqueles que jurei proteger com os meus afiados conhecimentos; e

II - Não tenho mais os meus tenros e imaturos quinze anos.

Epidemia



Lembrei-me dessa estória verídica enquanto conversava no ICQ com o mestre Stimpy.

Vocês vão achar que é mais de uma das minhas tradicionais mentiras, mas acreditem no seu bom titio. É verdade.

Lá vai.

Em meados de 1996, eu era um inocente estudante universitário, um jovem feiosinho perante uma horda barulhenta de barangas, maltrapilhas e afins.

Uma das barangas chamava atenção pela marra com que tratava seus colegas. Parecia que ignorava sua triste figura. Era mulata, bunduda, porém, nanica, feiosa, de cabelo exageradamente ruim, com a pele espinhenta e gosto exagerado para roupas.

Seu nariz em pé derivava, principalmente, do fato de seu pai ser juiz classista, que era um tipo de juiz trabalhista que não era concursado e nem sabia ler.

Pois bem, uma vez explicitada as filigranas subjetivas de nossa personagem, passemos aos fatos em si.

Certa feita, a moça inscreveu-se no corpo de estagiários de determinado órgão público.

Em pouco tempo, ficou popular entre seus colegas, haja vista sua situação de "filha de juiz".

Por uma daquelas ironias inexplicáveis dessa misteriosa natureza que nos cerca, a moça passou a ser cobiçada pelos seus pares.

Com tanta possibilidade de escolha, a moça não perdeu tempo em dúvidas: resolveu dar pra todo mundo. Pra todo mundo mesmo, do mais ensebado estagiário até o chefe do seu setor.

O resultado não poderia ser mais desastroso: a moça provocou uma verdadeira epidemia de gonorréia. A temida peste negra, da Idade Média, não causou tamanha desgraça.

Quinze rapazes tombaram ante a xoxota envenenada da menina. A repartição precisou suspender suas atividades. Criou-se uma situação de paranóia. As pessoas tinham receio de usar o bebedouro e os vasos sanitários.

As moças de bem, que eram poucas, é verdade, se recusavam a trabalhar.

O lugar precisou ser lacrado e desinfetado. Até chamaram um pai-de-santo que, com o auxílio da tradicional galinha, iria dar um fim àquela situação.

Pasmem. Até a galinha pegou gonorréia.

Mas a Ciência é lutadora e os incríveis antibióticos venceram a batalha. Os gonococos foram extirpados e tudo voltou ao normal.

A moça recebeu uma advertência apenas. Os rapazes ficaram um tempo de cama, mijando giletes.

No fim, tudo deu certo.

Só ficou uma sequela, apenas.

A menina tem o apelido, até hoje, de "Gono".

Cinema é a maior diversão



Se você, meu prezado leitor, estava na sessão das 22:00 h de "Pauline na Praia", ontem, no Espaço Unibanco, e sentiu-se incomodado por um idiota fazendo palhaçadas com as cenas imbecis do filme, tenha certeza de que você presenciou o seu Tio Adamastor em ação.

Ah, o filme é uma merda. Pauline era boa de corpo, mas não depilava as axilas.


11.10.03

Putaria na Symbol - parte III: a ameaça fantasma (ou Mothra ataca a Almirante Barroso)



Consegui entrar naquele antro, após ser revistado pelos seguranças, que insistiram em passar o detector de metais em minha bunda (não me lembro de ter enfiado instrumentos metálicos em minhas intimidades, embora minha memória seja um tanto vaga para atos libidinosos).

O primeiro andar da boate era para ser um lounge. Eu disse que era, porque a patuléia ignorava esse conceito, fazendo passinhos de funk e rebolado exageradamente naquele espaço. Guiei a barangada presente para a mesa da aniversariante, no segundo pavimento (vejam como sou bom escritor: usei "pavimento" para não repetir "andar" no mesmo parágrafo) mas sem perder o contato com a professorinha gostosinha.

A mesa ficava perto da pista de dança, onde hordas de barangas ensaiavam a dança tribal do acasalamento, ajeitando suas madeixas empastadas de Alisabel. Tentei sentar perto da professorinha, mas fiquei entre o viadinho e Mohtra.

Imaginem só eu, Adamastor Rogério da Silva, entre o simpático viadinho e o arqui-inimigo do Godzilla.

O viadinho puxou papo, tentou conversar sobre fotografia e arte, suas paixões, mas, sinceramente, o único assunto que compartilho com um homem é justamente sobre o que ele não gosta: buceta. Só buceta me interessa. Não me interesso pelas difíceis peças de Rachmaninoff, sobre a verve literária de Oscar Wilde ou sobre a importância dos templários para a civilização moderno. Sou um rapaz bucetocêntrico.

Nossa conversa não rendeu muito. Ele se levantou e foi dançar, requebrando-se furiosamente. Não sei se os gays dançam assim mesmo, ou talvez ele tenha ficado puto comigo. Nem me interessa.

A professorinha se levantou e me chamou pra dançar. Embora meus passos de dança lembrem uma crise epiléptica, tomei a segunda cerveja e fui atrás da moreninha, fazendo questão de esfregar minhas partes pudendas na bundinha dura da diliça.

Mas a coisa não foi tão feliz:na pista de dança, Mothra se encaixou atrás da minha pessoa. Senti aquele imenso tufo de pentelhos nunca dantes desvendados e depilados roçando meu frágil traseiro. Foi assustador. Dei um coice na xota peluda da gorda, que ficou parada na pista escura , tentando descobrir de onde veio aquela agressão.

De repente, virou uma emboscada. As outras barangas raivosas me afastaram da professorinha. Barbárvore e a elfa me cercaram e fizeram um sanduíche de Adamastor. A elfa esfregando a bunda e a outra criatura me sarrando por trás. Tentei achar a professorinha, mas a sarração era tão frenética, que não conseguia reconhecer os rostos. Espero que ninguém conhecido tenha me visto nessa humilhante situação.

Tocava na pista a singela "Lick my neck, lick my back", onde a barangada em peso (não é força de expressão) cantava o refrão "lick my pussy/lick my crack", sem entender obviamente o significado disso.

Nesse momento, as barangas se afastam e Mothra ressurge por detrás do gelo seco, como se tivesse despertado de seu milenar sono.

Fiquei petrificado, esperando pelo pior.

Ela resolve me sarrar pela frente, esfregando sua calça de lycra falsificada no meu Hugo Bossta importado. Obviamente, as duas peças são totalmente diferentes, e saiu faíscas nesse momento.

Mothra segura as minhas mãos e pede pra que eu olhe em seus olhos. Não consegui. Fiquei olhando o chão, implorando silenciosamente por uma morte rápida, indolor e honrosa.

Nessa hora, em que tudo parecia perdido, a professorinha gostosa aparece e me tira daquela indecência.

Ela presenciou toda a putaria e, quando parecia que eu ia fraquejar e ser estuprado, sou puxado daquele chumaço humano de pentelhos.

Dancei quase uma hora com a professorinha, com direito a muita esfregação, mas sem beijo, porque ela relutava em molhar sua boquinha em minha beiçola.

Aí entra aquele ancestral segredo masculino: quando a mulher dá condição, mas faz doce, embriague a xereca.

Levei a professorinha pra nossa mesa, onde tinha uma garrafa de champagne (daqueles nacionais, com gosto de mijo) e fiz a pobrezinha tomar três taças de uma vez só.

Daí, ela ficou levinha, com riso e xoxota soltos. Levei-a pro lounge, desalojei uns hip-hopeiros e mandei ver na guria, com direito couvert artístico e tudo mais.

Fiquei lá até cansar da professorinha boa de corpo e jeitosa.

Antes de sair, ainda fiz uma boa ação.

Um mané, com aquela camisa da promoção da Taco, resolveu agarrar uma das baranguinhas do grupo e forçar um beijo. É aquela coisa de péla-saco, típico de quem torce praquele time cor-de-exu (pra quem não entende do basfond carioca: é o Framengo, o time do Zico, aquele rapaz pé frio, perdedor de penalti, que botou no mundo uma aberração que canta "Só no sapatinho").

Enquanto o mané se debatia com a pobre feiosinha, aproximei-me sutilmente e pedi licença ao mancebo, dizendo que "ela é a minha mãe, eu preciso levá-la embora".

O sujeito ficou me olhando com cara de bobo, imóvel. Parecia ensaiar um raciocínio.

Apesar do trauma de ter enfrentando todas as hordas do tinhoso, fui pra casa feliz da vida, depois de ter agarrado uma fedelha.

Isso prova que a terapia e os remédios de tarja-preto fizeram bem à minha pessoa, recuperando minha auto-estima e minha virilidade macha.

Espero que o meu dileto amiguinho André L.R.G. tenha aprendido essa valiosa e sofrida lição...

8.10.03

segunda parte da putaria supramencionada



A aniversariante, que atende por Denise, avisou-me que iria chegar pontualmente às 10:30 da noite, e deixaria o meu convite na porta do puteiro, digo, boate.

Cheguei às 11 da noite e dirigi-me ao gorila que exercia os misteres de segurança. Numa linguagem exageradamente formal, o sujeito me disse que "é política da casa evitar que se deixe convites na portaria". Evitei perguntar quais os fundamentos dessa política, e se haveria algum documento que arrolasse todas as políticas da casa, para que eu soubesse os princípios básicos que norteiam o funcionamento daquele estabelecimento.

Pensei bem e resolvi ficar quieto. O cara poderia achar que era sacanagem minha e me dar uma coça. O jeito foi agradecer a gentileza da informação e ligar para moça.

Enquanto assistia a cena dantesca de gordinhas de top, exibindo orgulhosamente suas panças tratadas à feijão manteiga e carne seca, saquei o meu estiloso celular Motorolla (TM) e liguei pra menina:

- Alô, Denise. Tô aqui na porta. O segurança não me deixou entrar. Dá pra você chegar na porta e me entregar o convite?

- Oi, Ada. Me desculpa, eu ainda tô em casa trocando de roupa. É que tem muita mulher aqui em casa, tá a maior zona. Ouve só.

Ouvi a gritaria. Deviam ser umas dez garotas, segundo o meu ouvido apurado. Tremenda putaria reinante. Resolvi aceitar o atraso:

- Ah, tudo bem. Quanto mais, melhor. Em quanto tempo você vem?

- Em meia hora eu tô aí.

Então, sentei na calçada e esperei. Comprei uma Kaiser com uma vovó e fiquei observando aquela fauna. Vi dois negões de óculos laranja, um sujeito de turbante, uma gordo ruivo com chapéu de cafetão e ainda uma cover da Lacraia. Comecei a achar que eram os efeitos psicotrópicos da mistura do meu Mentex (tm) com a cerva.

O meu horror distraiu meus pensamentos e a meia hora passou rápido. E nada da mulherada. E passaram-se 50 minutos. E nada.

Pensei que era um trote. Que ela achou que eu era idiota e carente e resolveu me sacanear. Humilhar um sujeito carente e frágil sentimentalmente era o fim do mundo. Até pensei em vingança, mas, na hora em que xingava a Denise em latim, que aprendi com meu avô, a putada aparece. Nunca vi tanta mulher junta.

Denise estava linda no seu vestido preto, apesar de ser uma roupa desapropriada praquele pardieiro pulguento. O decote realçava seus fartos seios, mas eu só olhei de relance, pois ela estava com seu namorado, um libanês horroroso e - pasmem- com um nariz maior que o meu.

Fizemos o contato inicial, com beijinhos e saudações educadas e polidas. Daí ela chamou a mulherada e me apresentou. A primeira era professora de educação física, morena e uma gracinha - vi que seria o meu alvo primário. A segunda era uma elfa - só faltavam os pés peludos: se eu não pegar a primeira, essa vai ser o backup. A terceira era Mohtra, aquele arqui-inimigo gigantesco do Godzilla: dispensa-se qualquer comentário. A quarta era a irmã mais velha da Denise: tinha seus 30 e muitos anos, tava meio sambada pela vida, mas ainda merecia um amasso: vou deixá-la como meu segundo backup.
As outras não merecem menção: eram seres mitológicos do Tolkien. Uma acho que parecia com a Barbárvore. Tinha de me afastar delas.

Ainda fui apresentado ao amigo da Denise, um florido mancebo chamado Pablo. Como vocês sabem, Pablo é nome de viado. Acho que disse tudo do rapaz, saltitante e educado.

Enquanto esperávamos na fila, conversava alegremente com a professorinha, peitudinha e bundundinha. Sei que lidar com professoras de educação física exige cuidado: nada de sarcasmos e ironias: essa gente não entende as sutilezas da linguagem. O jeito é falar sobre abdominais, séries e dietas. Acontece que minha corte à professorinha foi interrompida por Mohtra, que, com seus 1,90 x 4,00 m, resolveu ter a ousadia de me dirigir a palavra, sem antes esfregar seus peitorais na minha cara. Sentia o bafo de pasta de dente Phillips e a catinga adocicada de Leite de Rosas.

Queria vomitar, pois o cheiro de Leite de Rosas era demais pra minhas imensas narinas. Fiquei vesgo e senti a pressão cair.

A sorte que o percebeu o meu sofrimento e interveio, afastando Mothra de mim e a levando para o fim da fila.

Nunca fiquei tão feliz em ver uma bichinha.

PS: Espero que a galera da minha rua não leia isso.





7.10.03

Crianças, o Titio Adamastor deixa que vocês roubem os textos dele. Pode surrupiar a vontade. Mas não mostra pra mamãe, que ela pode te deixar de castigo, tá?

Prestação de contas



Na semana passada eu parecia uma adolescente problemática (perdão pelo pleonasmo), com seus probleminhas sentimentais bobos. Na verdade, eu só não tinha dúvida no modelo de roupa que usaria, pois sei diferenciar roupa-pra-putaria de roupa-comportada.

Jura e Dr. Suverktor ajudaram-me na escolha da festa em que eu deveria ir, que seria a do Lendário Wellington, que já é tradicional no underground da comunidade do totó (acreditem:realmente existe uma comunidade underground de totó).

Ocorre que, para a surpresa dos meus parcos leitores, eu não fui nessa festa.

E nem na festa do pai da Cabacinha.

E nem fui jogar Counter-strike com os adolescentes bobos (perdão novamente pelo pleonasmo).

Aconteceu uma reviravolta (eu ia usar a palavra "revertério", mas só emprego esse termo quando estou com dor de barriga).

Explico.

No sábado a tarde, fui na academia malhar e ser ridicularizado pelos brucutus malhadores, gigantes que levantam 10 vezes mais peso do que eu, mas que, a despeito de toda essa aparente virilidade, curtem arquitetura e o "babado forte", seja lá o que isso signfique.

Enquanto tentava manter minha dignidade levantado meia dúzia de pesos, encontrei uma menina que sempre faz spinning comigo, e ri da minha cara de sofrimento. Ela veio conversar comigo, falamos algumas banalidades e ela ainda disse que a minha cara de dor é a grande graça daquela aula. Fianlizando, me convidou para sua festa de aniversário, naquele mesmo dia, na boate Symbol, no Centro da Cidade. E ainda repetiu várias vezes que ia chamar as "amiguinhas da faculdade". Aí tocou no meu ponto fraco. Adoro fedelha de faculdade, com suas preocupações em "botar a matéria na grade". Topei na hora.

Corri pra casa e avisei pro Lendário Wellington que não poderia ir na festa. Ele ficou levemente chateado, porque o rapaz é blasé e não se importa muito com as coisas, mas perguntou o que eu iria fazer. Eu falei a verdade: "eu vou caçar umas universitárias". Como bom amigo que é, o Lendário Welligton perdoou-me, abençoou-me e desejou boa sorte.

Informo aos leitores que a Symbol é uma daquelas boates de mulheres perdidas, com seus tops exageradamente decotados e suas calcinhas minúsculas (anotem aí o Teorema de Adamastor: a moral de uma mulher é diretamente proporcional ao ângulo formado pelo vértice inferior de sua calcinha).

Mas na fauna daquele local eu poderia encontrar as gordinhas de preto (falando nisso, cadê a Tayra?), a turma da Radeon, os paulistas com suas costeletas fashion e suas gírias impronunciáveis, as secretárias solteironas, enfim, toda aquela gente que Clive Baker se inspirou para criaro seu livro "Raça das Trevas".

Haveria o risco de eu terminar a noite fedendo a Leite de Rosas ou, pior, à Desodorante Gillete, mas eu precisava pegar uma universitária.

Tentei chamar mais algum amigo, pra servir de contenção, mas todos eles, ao ouvirem o nome da boate, correram pela rua, gritando de desepero e dor.

Então, lá fui eu sozinho, arrumadinho e com uma cueca nova.

Amanhã eu continuo essa bobagem, digo, estória.

4.10.03

Violando o Tratado de Berna (ou outra cidade da Europa que eu não me lembro)



Consegui a maior prova de sucesso para um blogueiro, que é ser copiado descaradamente por outro.

Um menino cismou de copiar e colar meus textos e não dar o devido e legal crédito.

Vejam só.

No dia 4 de julho eu escrevi a seguinte idiotice:

O início do caos:

Consegui uma proeza, que é o início da minha operação "Caos", que visa promover a revolta caótica, randômica e booleana no mundo.

Pedi um Top Sundae do Mc Donald's sem aquela cobertura de paçoca, a popular "caspa de vovó".

Convenci ao rapazola do caixa a deixar de lado as "Convenções Internacionais da Empresa" (sic) para encher meu sorvetinho com saborosas castanhas.

Com isso, já "firmou-se jurisprudência". Toda vez que eu for lá, vou dizer que o Tibério colocou castanha, e que ninguém pode voltar atrás com isso.

Vou citar o Códego de Defensa do Cosumidor e o Códego de Progresso Civil. Duvido que me contestem.

A próxima vítima será o Habib's. Preciso pensar em algo igualmente brilhante.

É isso é só o começo da desordem.



No dia 31 de agosto esse rapaz publicou o que segue, in verbis:

O início do caos

Consegui uma proeza, que é o início da minha operação "Caos", que visa promover a revolta caótica, randômica e booleana no mundo.
Pedi um Top Sundae do Mc Donald's sem aquela cobertura de paçoca, a popular "caspa de vovó".
Convenci ao rapazola do caixa a deixar de lado as "Convenções Internacionais da Empresa" (sic) para encher meu sorvetinho com saborosas castanhas.
Com isso, já "firmou-se jurisprudência". Toda vez que eu for lá, vou dizer que o Fábio colocou castanha, e que ninguém pode voltar atrás com isso.
Vou citar o Códego de Defensa do Cosumidor e o Códego de Progresso Civil. Duvido que me contestem.
A próxima vítima será o Habib's. Preciso pensar em algo igualmente brilhante.
E isso é só o começo da desordem.

Update
Foi no Campinas Shopping, na barraquinha fora da praça de alimentação!


Só gostaria de sugerir ao meu copiador que escolhesse coisa melhor. Eu sou um péssimo escritor que usa vírgulas demais. Sugiro que roube escritos do meu grande mestre, o Fokão, com sua prosa moderna e construtivista.

Fokão, com seu piercing no nariz, o que lhe dá um ar levemente viado, seria capaz de lapidar a seguinte frase:

Final de semana pra varia começando cum bebedera e tallz jah na sexta ma eu nem bebi muito pq to parando UAHUAh sabado de meio dia tomamo uma pra abri o apetite e como abrio kbesa cuzido pra varia dae sabera anoite fumo na casa do xico nem lembro de muita coisa dae fumo pro soroh e enxemo a kra em particularmente alguem uhahuHUUHHUAuhUHAhuAHUhUA.


Não perca tempo comigo, guri. Fokão é o grande mestre blogueiro.

Ah, tem também o amigo do Rafa, o Sr. Cueca, que é também bom na prosa, mas eu não sei o endereço do seu blog.

Agora, vou me aprontar para perdição licenciosa do fim de semana.

3.10.03

Momentos decisivos



Escolher a festa em que ir é uma decisão angustiante. Reconheço que é bichice, parece um daqueles capítulo de "Maria do Bairro", quando a Thalia era menos peituda e puta.

Tenho refletido bastante sobre esse problema.

A solução mais sensata, que seria de comparecer nos dois eventos, mostra-se impossível.

Uma festa é em Jacarepaguá e outra é no Leblon. É uma distância de mais de 60 km, que não conseguirei percorrer em tempo.

Pedi conselhos a duas pessoas importantes de minha vida:

a) Dr. Survektor, meu psicoterapeuta judeu de formação freudiana: Survektor, ao ouvir atentamente o meu relato - na realidade, ele estava olhando pro relógio discretamente - deu o seguinte parecer:

"Cabacinha está fazendo jogo duro. Ela sabe que eu sou um rapaz pervertido e mundano, e isto a atrai. Toda mulher deseja, ainda que inconscientemente, um homem carnal e devasso. Você deve ir na festa do seu amigo Lendário Washington, Wellington ou coisa do tipo. Deixe a menina em banho-maria. O grito primal do útero, órgão ainda adormecido, despertará o desejo de uma trepada. Aguarde um pouco e vá pegar uma gonorréia com seus amigos".

b) Jura, minha empregada do Morro da Providência, cursa a oitava série pela terceira vez:

"meu filho, essa galeguinha lôra tá te tirando. Tá valorizando dimais essas carne dela, porque quem mora em Jacarepaguá não pode tirá onda não. Num é niuma Viera Souto, niuma Copacabana. Ainda mais tirando onda contigo, que é adevogado e é um cara sangue-bão, que mastiga com a boca fechada que dá gosto de ver. Sai dessa, filho. Se tu quiser, te apresento minha filha, que é modelo dus Talento Brilhante, tá ligado? "

Apesar da divergência de fundamentos, as duas criaturas concordaram em uma coisa: eu devo dar uma esfriada na Cabacinha. Deixa ela quieta no seu canto virginal e pueril, tocando siririca vendo Avril Lavigne.

E que se foda.

Vou mesmo é voltar aos velhos tempos, reencontrar Xereca, Sissi Furacão e Gono, as amiguinhas putanas de Lendário Wellington. Passarei na farmácia e pegarei todo o estoque de Prudence (tm), pra machucar essas bucetas indomadas.

Rezem por mim, criançada.