Contos do Adamastor

Estorias surreais de pessoas irreais, contadas por um advogado ranzinza, carente, gentil e docil como um pequeno sagui silvestre. Nao recomendado para minorias intelectuais ou pessoas que se ofendem facilmente. Email: adamastor-em-gmail.com (sim, eu tenho um email do Google. Isso porque eu sou um nerd influente e poderoso)

30.9.03

Mais acontecimentos



O pai da Cabacinha me ligou hoje, convidando pra festa de aniversário dele, no sábado. E ainda fez questão de dizer que a filha dele estará no evento. E terminou dizendo:

- Você tem de investir mais, Dr. Adamastor. Esse tenistazinho é boa gente, mas não serve pra casar com minha filha. Você é um sujeito responsável e tem uma boa índole.

Prendi o riso ao ouvir a última frase. Se o pobrezinho soubesse usar a internet e acessasse o meu blog, ficaria chocado com os incidentes putanescos da minha vida. Jamais me recomendaria a sua filhota, loira e virginal (ao menos, há a presunção juris tantum ).

Acho que não vou, afinal, acontecerá outro festão no mesmo dia, na casa do meu eterno amigo de infância, o o Lendário Wellington (para quem não sabe ou não lembra: o Lendário Wellington foi um personagem constante do meu antigo e cafajeste blog, o "Não Fiz, e Daí?". Wellington é um sujeito com capacidades paranormais para jogar o bom e velho totó, também chamado de "pebolim" em alguns cantos do país).

As festas do Lendário Wellington sempre são regadas à putas, empregadas do inferninho underground (perdão pelo pleonasmo) do Tibúrcio, o irmão jiujiteiro e macumbeiro do rapaz. No ano passado, acordei no dia seguinte à festa, deitado na sala da minha casa, apenas de cueca. Não sei como cheguei lá e nem como estava de cueca. Aliás, a cueca não era minha. Era uns dois números menor. Parecia uma tanguinha em meu corpo avantajado e másculo.

Tibúrcio ficou um tempo sem falar comigo. Nada sério. Ficou envergonhado por ter tomado uma surra no Duke Nukem de 146 a -1, onde eu o venci com meu antigo 486 DX4 de 100 Mhz, sem placa de som.

Nem sei porque contei isso pra vocês, aliás. Não quero que saibam das minhas recaídas nerds.

Quanto à festa em que irei, preciso pensar bem. Enfrentarei o meu nêmesis, o Kiko Tenista, versão Acapulco, ou me perderei na Babilônia da lenda viva do totó tupi-guarani?

29.9.03

a vida é bela, mas o cu é doce



Meu fim de semana festivo e erótico foi pras cucuias. O cu doce conseguiu mais uma vitória, deixando este que vos escreve a ver navios.

Relembrando rapidamente os fatos: eu havia agendado um bate-saco com a Morena da Escada, que aconteceria nesse sábado. Mas, como eu já adiantei no parágrafo anterior, nada deu certo.

Por volta das seis da noite de sábado, ligo pra morena pra ver se já estava pronta. Atende uma voz incrivelmente melosa e suspirante:

- OOOi, Adamastor, tudo bem?
- Oi, minha linda, tudo ótimo? Já tá pronta?
- Aaah, Ada, eu tô querendo fazer um outro tipo de programa...

Tento controlar meu espanto e irritação. Percebo a atuação do cu doce e dou um pouco de linha:

- Que tipo de programa?
- Ah, você poderia vir aqui, conhecer meus pais, ou a gente poderia fazer uma coisa mais light.
- Hã? Como assim? A gente não combinou de ir no motel (eu ia falar "foder" ao invés de "ir no motel", mas a minha diplomacia falou mais alto nesse delicado momento)
- Olha, Adamastor, eu acho que a gente tá com uma falta de sintonia. Você tá querendo uma coisa e eu, outra. Eu tenho carinho por você e vou guardar boas lembranças de nós dois.

Reparem bem, leitores: ela faz a ameaça : ou vira namoradinho, ou não vou mais ver a sua cara. Preferi me fazer de bobo, o que não é difícil:

- Que tipo de coisa que você quer?

Ela engasgou, soluçou, gaguejou, mas não disse a verdade. Limitou-se a dizer:

- Olha, a gente precisar conversar pessoalmente sobre isso, tá?

Como eu já estava suficientemente puto e decepcionado sem a minha trepada, concordei com essa última proposta:

- Ok, a gente conversa, mas não hoje. A gente se vê outro dia. Hoje não tem clima, né?

- Ah, mas vem pra cá, a gente fica junto com minha família.

Aproveitei e fiz um pouco de chantagem emocional + dissimulação:

- Não dá, tô meio chateado. Vou ser uma companhia chata. Teus pais vão acabar me achando um mala. Outro dia eu passo aí. Um beijo e boa noite.

Desliguei o telefone e me senti estranhamente aliviado. Meu fim de semana resumiu-se a comer maria-mole e jogar CounterStrike com um bando de adolescentes imberbes. Pela primeira vez na estória do cybercafé onde joguei, não teve o famoso "team killer", que é o odioso ato de se matar um jogador do mesmo time. A primeira vez que isso aconteceu, logo bradei que iria enfiar o punho nas pregas anais do infeliz que ousasse fazer isso de novo. Deu certo e toda a pirralhada jogou civilizadamente. Essa é a vantagem de ser um quase-balzaquiano imaturo.

Claro que, pra fazer tudo isso sem ficar chateado ou decepcionado, tomei meu tarja-preta amigo.

Com receita, Florentina. :)

Considerações:

01. Vou ter de acabar com essa pegação. Nunca tive pretensão de namorar a Morena. Aliás, nunca conversamos sobre isso. Aliás aliás, as poucas vezes que a garota falou, não foi sobre "relacionamentos". Nunca tivemos momentos românticos, apenas luxúria desenfreada.

02. Dói no coração, aliás, dói na região genital essa separação. A morena, sem dúvida alguma, foi a mulher mais gostosa que eu já peguei e que já pegarei nessa vida. Se eu colocasse aqui uma foto da menina, de bikini, inclusive, os meus leitores iam ficar impressionados e perguntariam: "como um imbecil feioso desses conseguiu esse mulherão?". É claro que, por motivos éticos e legais, não posso mostrar essa foto.

03. Além disso, ela adequa-se ao tipo "mulher pra comer", que é aquela em que o único contato íntimo que se deve ter é com seus orifícios (exceto as fossas nasais). Qualquer outro contato desse quilate indicará desastre afetivo e possibilidade de ser corno.

27.9.03

Clube de regatas cu doce futebol clube



Comecei a sofrer os efeitos da mais antiga e eficiente arma sexual feminina: o cu doce.

É aquela coisa: "eu digo não, mas se você insistir muito, eu deixo você me comer".

Deixa o titio explicar o assunto no seu contexto histórico.

O cu doce já foi muito eficiente nos tempos em que o sexo requeria formalidades e táticas de cortejo: um sorriso, depois um telefone, um jantar, um cinema, um beijinho, um peitinho, uma gulosa, outro peito, outro quequete, mais um beijinho. Dai vinha a tão desejada transa. Se o rapaz fosse bom de lábia ou um desses jedis do sexo, até conseguia um anal. Mas era coisa pra profissionais. A exceção a essa regra é a empregada doméstica, que sempre foi uma instituição no requisito trepada, desde a época da escravatura. Uma mulatinha sempre teve o seu sabor, com o devido respeito.

Agora, nesses anos dois-mil, foder é o que se denomina de "contrato-relâmpago": as "parte" chegam a um consenso e vão trepar. Sem muita cerimônia. Às vezes nem tem beijinho, o rapaz já cai dentro e manda ver.

Assim, o cu doce vem perdendo sua eficácia, pois, se a garota valorizar muito os seus orifícios, corre o risco de morrer virgem, tendo em vista que uma "concorrente" vai dar sem exigir CPF, fiador ou testemunhas.

Apesar disso, estou sendo vítima dessa ardilosa artimanha feminina, como disse supracitadamente.

Em primeiro lugar, foi a Cabacinha. Cabacinha me deu o telefone e conversou horas no telefone comigo (sem saber que eu estava de pau duro, claro). Até saiu comigo, mas falou que gostava dum tenistazinho mexicano. Disse que não estava apaixonada pelo galãzinho mariachi, mas ainda assim apreciava essa peste.

Hoje encontrei uma amiga da Cabacinha, amiga esta que é gente boa e até dá uma força pra minha pessoa. Eu falei pra ela que já tinham chegado na minha frente. Aliás, um tenista mexicano, com cara de chupa-cabra e cintilantes olhinhos azuis. Ela respondeu com uma típica frase de homem-palhaço: "não existe mulher difícil, o que existe mulher mal cantada". Falou pra eu insistir, que eu tinha grandes chances. Mais ela não disse. Só sei que o pai da menina também entrou na campanha de apoio pra eu comer a filha dele. Ele acha que eu sou rapaz direito, honesto e de bons modos e costumes. Que otário, vejam vocês. Se ele soubesse da minha apreciação por orgias, sexo anal, oral, oro-vaginal e com outras proparoxítonas, o sujeito iria me botar pra correr.

Não sei se devo continuar com essa campanha. Conto com os sábios conselhos dos meus leitores e amigos.

Em segundo lugar, passei a sofrer do recente e surpreendente cu doce da Menina da Escada. Agendei com ela, na quarta-feira.uma trepada romântica pra esse sábado (hoje). Prometi beijar na boca, levar no cinema e ainda demorar pra gozar. Quer coisa melhor do que isso? De início, ela concordou.

Ocorre que, hoje, precisamente às 18:00 h, a morena (ela é meio fumê) resolveu mudar os planos. Queria que eu fosse na casa dela, conhecer os pais dela. Não queria sexo. Queria programa família e conversas assistindo "Zorra Total".

Calma lá, minha nega! Eu só dei uns beijinhos e umas poucas trepadas (não mais do que duas) e já virei namorado? Fiquei muito puto. Quase broxei. Até estou pensando em dar uma cancelada no programa e voltar ao tradicional e fabuloso programa pizza+puta, que sempre causou o deleite dos meus queridos leitores.

Se tudo der errado, vai rolar aquela punhetinha amiga e solitária das noites frias de sábado...

25.9.03

Cabacinha, a complicada da vez



Durante minhas andanças por esse mundo solitário, conheci uma menina.

Cabacinha - é assim que irei chamá-la, tendo em vista sua aparente virgindade - é bonita e novinha.

Cabacinha me convidou pra sair, pra bater um papo. Fomos à um barzinho no Shopping Downton.

A conversa fluiu normalmente. Ela riu muito das idiotices que eu falo (sou mais lesado pessoalmente, tenham certeza).

Contuo, lá pelas tantas, Cabacinha decepcionou-me ao dizer que estava saíndo com um rapazola que era esportista. Tenista. Disse que ele é campeão e tudo mais. Que todas as meninas da rua dela são encantadas pelo manezão. E que gosta muito dele, apesar de não estar apaixonada.

Minha vontade foi de me levantar e ir embora do barzinho. Claro que ia deixar a conta pra ela pagar, pois homem é tudo palhaço. Apesar de profundamente decepcionado, mantive a compostura graças a minha educação britânica.

Fiquei quieto. Ela falou por nós dois. Falou pra caralho, buceta, vagina e cu. Contou milhões de coisas de que não me lembro.

Encheu minha paciência. Não aguentei mais e disse que estava cansado e pedi a conta. Rachamos, claro. Só pago quando tenho a certeza (ou menos a "fumaça do bom direito") de que vou comer minha convidada.

Não entendi a situação. Será que ela acha que esse meio jeitinho meigo indica homossexualidade? Que vou ser "sua amiguinha" e confidente? Duvido muito.

Primeiro que tênis não é esporte. É um joguinho de maricas, que ficam dando batidinhas na bola, com suas roupinhas brancas e engomadas. É brincadeirinha de freira virgem.

Segundo que, graças ao Google, procurei o sujeito na internet. Existem 212 referências a ele no site (ele, contudo, ainda perde para "bundaum", com 315, conforme o Feanor declarou). Descobri a foto do sujeito. Apesar dos olhos azuis, tem a cara do Kiko do programa "Chaves". Não há como as meninas se apaixonarem pelo Kiko ariano. Eu sou feio, mas nem tanto.

Não vou ligar mais pra ela. Que se foda. Que dê pro seu Kiko ariano e sejam felizes em Acapulco, com Nhonho, Chaves e seus amigos.

Fiquei magoado, mas nada que um bom tarja-preta não resolva.




Nova vida



Acho, "com certeza", que não sou mais o perdedor de outrora, que só se fodia e tomava fora com as mulheres.

Não é feitiçaria, mas tecnologia: são os psicotrópicos legais (os remédios tarja-preta à base de anfetamina) e a moderna psicoterapia, que têm me ajudado a não me ferrar com o confuso sexo oposto.

Tem surgido outras figuras em minha vida. Não sei como. Talvez seja porque parei de comprar aqueles ternos fodidos e baratos da Vila Romana, que só os losers, porteiros e afins usam. Nunca mais aquela merda.

Ou talvez seja minhas frequentes idas à academia, para malhar. Tudo bem que academia é um ambiente altamente viadístico, nada contra esse povo, mas "foge do meu contexto ideológico", se é que vocês me entendem...

23.9.03

Divagações imbecis matutinas



* O Google tem indexado 1.200.000,00 páginas que fazem menção ao odioso neologismo internético "naum".

Contudo, para o meu sincero espanto, não há uma referência sequer a "xotaum".

Como pode?

* Pelo menos, no Google, eu sou o cara mais popular da escola e da faculdade. Ninguém tem mais referências do que eu. Eu sabia que essa porcaria de computador ainda ia servir pra alguma coisa.

* Porque toda garota que sai comigo diz que está menstruada logo no segundo encontro, que, pela nova etiqueta, é o momento adequado para a rapariga abrir as pernas? É conspiração, charminho ou praga da Eduarda P.

22.9.03

Trepada na escada



Alguns leitores têm me perguntado o motivo de não citar mais a menina-do-boquete-na-escada-de-incêndio.

Pois vou contar a verdade: passei a ter medo da guria.

Calma lá. Vou explicar o motivo. Não virei gay (apesar dos protestos da Vivi... ).

Essa coisa de indecência na escada começou por idéia dela. Eu topei, por achar divertido e por não ter de gastar com motel.

Acontece que, de uns tempos pra cá, a menina cismou de querer fazer mais estripulias na escada. Não queria limitar-se aos boquetes e as dedadas (nela, que fique bem entendido).

A boqueteira ficou pentelhando a minha paciência para transar na escada de incêndio. Até planejou tudo: apareceria de saia, sem calcinha, me levaria pro último andar do prédio em que trabalhava, que está vazio, e iria ceder temporariamente, sem ônus, sua xota.

Vou confessar aos meus caros leitores que já fiz isso, no tempo em que pegava as ardilosas putas da Av. Atlântica, mas nessa época eu era um jovem estudante de direito e, se fosse flagrado pela polícia, só iria tomar um esporro da minha mãe, D. Mocinha.

Agora eu sou um adevogado. Apesar de ser um tarado pervertido, mantenho a fachada de bom sujeito, que cumpre as suas obrigações morais, religiosas, fiscais e tributárias.

Imaginem se eu for flagrado, de terno e gravata, cobrindo a menina? Vou ser uma espécie de Hugh Grant tupiniquim.

Todas as minhas clientes vovozinhas (minha "carteira da terceira idade") vão me abandonar.

Acontece que a menina está irredutível. Quer porque quer trepar na escada.

E eu até falei que a levaria no Panda, aquele motel jeitoso em Botafogo, em que a gente só deve levar carne de primeira.

O que eu faço, criançada?

18.9.03

Passeava na rua e dei de cara com o deputado Chico Alencar.

Sorriu e me cumprimentou.

Será que o sua Exa. lê esse blog?

Ou será que ele lê e acha que eu tô jogando no outro time, o dos rapazes-que-dublam-a-Madonna?

17.9.03

Breve comentário televisivo

Não é a primeira vez que o Gugu Liberado mente.

Vai dizer que alguém acredita que, a despeito daquelas costeletas meigas, ele é pai de família, espada e matador?

Deixei de ver o jogo Brasil X Equador pra assistir "O fabuloso destino de Amelie Polain" na HBO.

E até chorei.

Será que estou ficando viado?

Se eu começar a ouvir téquino, vou tomar soda cáustica.

Insônia



Tenho enfrentado noites de insônia. Meu tarja preta acabou e preciso voltar ao Dr. Survektor pra pegar mais desse milagroso remedinho com nome de arma de anime. Acho que ele tem o nome do último disco do Skank.

Enquanto isso, só consigo dormir após a assistir a todos esses programas:

1. "mesa-redonda de freiras", da Rede Vida: um grupo de freiras se reúne, nas frias madrugadas, pra discutir sobre sexo, família e filhos, ou seja, sobre assuntos que elas não tem a menor noção e experiência. Destaco a freira rapper, que manda umas letras boas, apesar de ser difícil de rimar "São Francisco de Assis" com qualquer outra coisa. De vez em quando aparece uma garotada defendendo a virgindade e a masturbação para fins reprodutivos.

2. "sessões do Plenário do STF", TV Justiça: a mais alta Corte Jurídica do Brasil e seus julgados chatíssimos. Casos de extradição, COFINS e outros xaropes que entorpecem até o mais apaixonado jurista. Destaco o Ministro Marco Aurélio e suas tentativas de parecer cool, com sua empostação de voz Zé Bonitinho-style e o Ministro Maurício Corrêa, que se perde no meio dos processos, trocando as bolas de tudo.

3. "TV LBV", Rede Bandeirantes: é a egotrip do Paiva Netto, em que a Juventude da Boa Vontade tenta decifrar as idiotices que ele escreve. Destaco o final do programa, em que o sábio jornalista Paiva Netto aparece para brindar o público com a leitura de algum dos seus milhões de livros imbecis e sua filosofia de porteiro. O paletó de quatro botões, estilo fardão, é digno de nota.

4. "Fala que eu te escuto", Rede Record: apesar do nome desobedecer a norma culta da Língua Portuguesa, pois deveria atender por "Fale, que eu escuto-te", esse é um campeão de audiência e popularidade das madrugadas da tv. As novelinhas são muito boas. Destaco o copo d'água do apresentador, que faz uma figuração discreta e nunca é usado.


Aceito outras sugestões dos meus bravos e fiéis leitores.

10.9.03

Onanismo digital



De vez em quando, para aliviar as tensões e responsabilidades do meu honroso trabalho de adevogado, procuro na internet, por hobby, curiosidade e concupiscência, fotos de mulher pelada e de sexo explícito.

Salvo todas essas fotinhas na minha pasta "Minhas Imagens".

Hoje, por curiosidade, fui dar uma geral nessa pasta e cheguei a seguinte estatística:

11.501 arquivos em 808,2 MB de fotos de mulher pelada e congêneres.

É muita putaria.

Demais da conta.

Tanto que, ao abrir o ACDSEE, aquele programinha batuta de ver imagens, o pobrezinho quase trava, precisando respirar fundo antes.

É informação demais pra minha libido.

Por isso é que estou quase que insensível à pornografia. Nem me emociono mais ao ver uma gangbang ou a Aria Giovani em sua famosa série-de-bikini-oncinha.

Rezem por mim, minhas crianças.

Dilema masculino



Tenho uma trepada marcada pra sábado.

É trabalho pra uma tarde toda, com direito a preliminares, foda, pizza portuguesa gigante com catupiry e mais aquela musse do Mr. Pizza.

Isso porque a menina merece. Não vou namorar, mas vou cobrir com carinho e ternura. Só não vou chamá-la de "meu amor".

Sucedeu-se um conflito intertemporal em minha agenda.

Marcaram, para a mesma data, um churrascão na aprazível e longínqua cidade de Nova Iguaçu, a Cidade Luz, com direito a futebol, sinuca, tênis e sauna com meus fiéis camaradas.

Não jogo tênis e nem pratico sauna, porque é coisa de gente que entende do babado. Eu não entendo do babado e nem pretendo entender o que é "babado", "edi", "aqué", "xuca" e outros termos desse quilate. A ignorância é uma virtude.

Voltando ao assunto: trepada tem sempre, ainda que remunerada. Futebolzinho em New Iguaçu nem sempre. Vou poder mostrar toda a ginga e o molejo de meu jeito de beque alemão, dando botinadas nos faveladinhos mal-alimentados. Mas a menina vale o quanto fode.

Ainda não sei como vou proceder. Jogo futebol ou traço a menina?



Pedofilia e outros babados



Tenho recebido vários emails comentando meu post sobre a pirralha assediadora. São tantos, mas tantos emails, que já superaram os spams "enlarge your penis", que recebo todo o dia.

Se eu souber quem foi a mulher que me dedurou pra essa lista de spam, processo a infeliz...

Mas não sou pedófilo. Acho que deve rolar uma coisa de pele. Deve ser o desodorante Gillete que eu uso, aplicando duas gotinhas na virilha.

As adolescentes e as empregadas domésticas (que acham que eu sou o famoso cantor "Fábio Junho") estão sempre atrás de mim, patolando-me as partes pudendas com seus olhos e suas mãozinhas lisas (no caso das faxinas, mão encardidas e calosas).

Quanto às empregadas, nada contra. Um cheirinho de Leite de Rosas de vez em quando cai bem.

Já quanto às fedelhas, sempre fujo, não apenas por minhas pequenas bases morais, mas porque é crime, e eu não posso me dar ao luxo de ser preso. Não antes de ficar velho.

Aproveito o ensejo pra contar uma pequena estória que aconteceu comigo.

Na época em que era escravo da Eduarda P., também conhecida como a "velha trepadeira do Egrégio", tive uma secretária loira, coxuda, gostosa e, claro, metida.

De vez em quando, ela trazia pro escritório sua filhota de 14 anos, morena, alta, peitão, bundão e três quilos e setecentos gramas de xota. Uma coisa de louco. A menina tinha corpo de mulher. Era até mesmo mais gostosa que a mãe.

Todo mundo ficava alvoroçado, claro, mas apenas meu colega Cornélio (ele tem essa apelido porque eu saí com a sua dileta esposa. Outro dia eu conto essa fodelança) dava em cima da jovenzinha.

Teve um dia que o escritório estava praticamente vazio, e eu estava em meu porão fingindo que trabalhava. Apareceu a guria, com uma saínha ínfima, com um decote monstruoso, e sentou no sofá em frente a minha mesa com as pernas abertas. Tentei não olhar, mas passei os olhos rapidamente. Pelo que vi, não eram três quilos e setecentos gramas de xana, mas seis ou sete. Ela percebeu e começou a rir. E veio me abraçar, dizendo que eu era o "tio" preferid dela. E que eu era muito engraçado e que fazia muitas piadas. E ficou roçando seus firmes peitinhos juvenis em minha pessoa. Tentei pensar na Tetê Espíndola cantando "Escrito nas Estrelas" ou no Oswaldo Montenegro cantando "Léo e BIa", mas nenhum desses pensamentos me faziam afastar do desejo de agarrar a menina. E ela continuou a me agarrar, rindo.

Fiquei tão agoniado que soltei a seguinte pérola autodefensiva:

- Saí daqui garota, senão vou enfiar o dedo no seu cu.

Ela tomou um susto. Ficou paralisada. Apagou o sorriso e foi embora.

Nunca mais a garota me assediou. Fiquei sabendo por outros colegas que a secretária ficou (perdõem o pleonasmo) putíssima comigo e achou um absurdo o que eu disse. Ela me tratou secamente durante um tempo, voltando, pouco depois, o estágio anterior de putarias e vadiagens.

Na realidade, que acho que o que a mãe queria era isso mesmo. Encaminhar sua putinha pra um trouxa, o que, no caso, seria eu. Flagrariam-me cobrindo a menina, daria uma merda incrível, e eu teria de casar com a (literalmente) filha da puta.

Só uma ameaça anal, desesperada, pôde salvar minha honra, minha moral e meus princípios religiosos.

Que o entôem canções e loas ao fio-terra.




8.9.03

Patolagem visual



Como os amiguinhos sabem, sou advogado trabalhista, especialista em ferrar ex-empregados revoltosos que ousam pedir hora-extra contra suas empresas. Acontece que, por fruto de minha inefável cara-de-pau, estou descolando um troco pegando umas causas criminais amenas.

O que não conto pros clientes é que só fiz uma audiência desse tipo na vida. E que se fodam esses filhos da putam. Fizeram merda, agora que tenham um adevogado incompetente.

Daí, fui fazer umas perguntinhas à galera do Juizado, pra me dar umas dicas legais.

Enquanto esperava a sala de audiências abrir, fiquei no corredor, em pé.

Subitamente, passa por mim uma menina, que não devia ter mais do que quatorze anos, olhando-me fixamente. Era aterrador.

E ainda fixou seus tenros olhinhos, durante longos segundos, em minhas jóias.

Era um olhar sôfrego. Só faltou arreganhar as suas frágeis e magras pernas.

Me senti mal, criançada. Eu posso ser pervertido, curtir uma putaria, mas, porra, eu sou pai (de filhos não conhecidos e reconhecidos, diga-se de passagem). Aquilo era um feto.

Além disso, com tanto homem pintoso e pintudo, porque olhar justamente pra mim? Será que meu nariz soberbo tá na moda?

Eu me choco com essas porras modernas. Primeiro, é esse lesbianismo chique, depois, essa moda de piercing na língua, depois, essa coisa de dizer que DJ é músico e que arranjar disco com vitrola é fazer música.

Agora, ser assediado e patolado visualmente por uma criança é o fim do mundo!

Onde é que isso vai parar?

Maquiavel e a falta d'água



Faltou água no meu prédio nessa quarta-feira. Mas não foi coisa por causa dos consertos da CEDAE em suas portentosas usinas.

Foi por obra da estupidez da síndica, D. Baranga Petista.

Ela cismou de lavar as caixas d'água no dia em que a CEDAE cortou o abastecimento de água. E olha que avisaram antes.

Resultado: ficamos todos dois dias sem água. Teve de vir um caminhão-pipa para abastecer os raivosos moradores.

Tive de sobreviver tomando banho na academia de ginástica. Se bem que não gosto de ficar pelado com um monte de homem. Nem pra servir (ou fugir) do Exército tive de passar por isso.

Como meus supracitados co-condôminos estavam supracitadamente nervosos, rolou um barraco. A neta da ex-síndica D. Xoxotinha, uma maconheirazinha que estuda Cinema (perdôem o pleonasmo), quase bateu em D. Baranga Petista. A sorte que nosso destemido porteiro, Seu Bobinho, salvou o buço da baranga.

Politicamente, todos os eventos foram importantes para meu jogo de poder no meu pequeno edifício.

Na qualidade de único adevogado daquela bagaça, presido o Conselho de Segurança (não me lembro o nome correto desta merda. Na faculdade a gente não estuda a Lei do Condomínio). O Conselho dá umas dicas marotas pra síndica e aprova as contas da mulher. Era como se a gente sugerisse as merdas pra ela fazer e tomar esporro ou levar crédito. É ótimo.

Além disso, sou querido pelas vovozinhas do prédio. Até D. Xoxotinha, que é da oposição, gosta da minha pessoa. Consegui o voto dessa filha da puta pra reeleger a síndica por unanimidade. Só teve a abstenção de outra pessoa problemática, a neta do falecido Seu Mudinho (que Deus o tenha).

Com a unanimidade, D. Baranga achou que podia mandar sozinha. Que não poderia ser manipulada. Que, ao invés de fazer as merdas que eu sugeria, poderia fazer suas próprias. A limpeza da caixa d'água provou o contrário. Quase tomou porrada e ganhou a antipatia dos moradores. E olha que avisei pra infeliz não fazer isso.

Mas fez e se fodeu. Quando a encontrei, mandei o famoso "não te disse"? Ela ficou com medo de tomar porrada de jurou fidelidade à minha pessoa.

Eu poderia tentar acalmar a oposição, mandando um recado pra D. Xoxotinha e sua neta maconheira-cinematologista. Não vou. Vou deixar D. Baranga sentir um pouco a dor da crítica, da voz descontente da patuléia.

Acontece que eu não posso deixar a D. Xoxotinha crescer. Ela foi síndica e sempre sonhou em voltar, pra roubar como fazia em outrora.

Não posso deixar que esses incidentes queimem demais a minha síndica-biônica. Ela é petista, mas não rouba e faz o que eu mando.

Se a D. Xoxotinha começar a ficar popular, vou ter de botar em prática meu plano pra sujar sua imagem. Sem que ela saiba, é claro, pois eu preciso do voto dela.

O plano é o seguinte: tendo em vista que a neta maconheira de D. Xoxotinha costuma ir ao playground todas as noites fumar maconha com seu namoradinho, um zé-ruela que não cumprimenta as pessoas e anda olhando pro chão, igual pivete em delegacia, armo um flagrante esperado pros dois e mando pros meus camaradas da DP aqui de perto. Depois, vou lá livrar a cara dos dois.

D. Xoxotinha vai ficar com uma péssima imagem entre as vovozinhas do prédio e ainda fica devendo um favor.

Assim, continuarei zelando por meus interesses, de forma discreta e ordeira.

E talvez ainda ganhe um boquete da netinha-fumum...



Aqui se faz, aqui se paga



Ajudei a uma moça a elaborar uma chatíssima petição de habeas corpus para um trabalho de faculdade.

Como pagamento, ganhei um boquete na escada de incêndio.

A vida às vezes é justa com as pessoas boas e bacanas.

5.9.03

Sonhos de um mané



Depois de sonhar que nadei com a Benedita numa piscina olímpica, que o Ministro do STF operou meu saco escrotal, tive um novo e genial sonho.

Estava assistindo um casamento, acompanhado de uma loira peituda, que nunca vi antes. Devia ser minha namorada. Como a cerimônia demorava, resolvi dar uma mijada. Ao chegar no banheiro, só tinha criança. Era uma pirralhada só. Fiquei puto e resolvi mijar na pia. Enquanto mijava, tive a "clarevidência" que uma clubber lésbica cantava minha acompanhante peituda. Terminei a urinagem, dei as 3 pancadinhas e lavei a mão. Saí correndo. A clarevidência era real. Tinha uma clubber cantando minha mulé. Puxei a nega pelo braço e a levei para uma salinha, onde estava um negão vestido de motorista. Ele começou a girar uma manivela e a sala começou a voar. Na hora, eu murmurei "essa merda só pode ser coisa do Stanley Kubrick".

E acabou.

É a terceira vez que tem uma pessoa "de cor" nos meus sonhos. Não sei se é pra cumprir cota. Uma parte do sonho já aconteceu. Tive uma namorada, loira e peituda, que foi cantada por uma sapata na boate Bunker. Quanto ao significado, vou submetê-lo ao Dr. Survektor.

Minha resposta à Tayra



Após Tayra mandar-me aquela gentil epístola, resolvi responder à altura, uma vez ingerindor minha dose diária de Ansitec (tomava uma pílula por dia, para não chorar e pensar na maldita da minha ex-namorada, que me fez broxar um dia).

Publiquei a seguinte defesa no meu finado blog, o psicodélico "Não Fiz, e Daí":

Abre aspas...

Quando minha namorada terminou comigo, procurei ajuda psicoterápica para sair da depressão. Como eu tinha consulta na quarta-feira, levei o seu raivoso email para o meu terapeuta ler. O Dr. Survektor, que é judeu, ficou muito ofendido com o seu antisemitismo.

Analisando seu email, ele teve as seguintes conclusões:

01. Sua demonstração de raiva é, na realidade, uma forte atração física, sexual mesmo, que você não sabe externar.
02. Que você é uma pessoa carente e com problemas de auto-estima.
03. Seus pais não souberam externar amor e carinho a você, que tem dificuldade de relacionar-se com o sexo oposto, vide a manifestação de raiva, encobrindo o tesão.
04. Você nunca fez sexo anal, mas sofre conflito por isso. Tem uma mistura de medo, desejo e culpa.

O Dr. Survektor recomendou que você fizesse terapia também. E que tomasse um Socian 10 mg na hora do almoço e um Dienpax 5 mg antes de dormir. Tudo isso exige prescrição médica.

Fecha aspas...


3.9.03

Jura avisa



Aí, geral, Dotô Adamastô me deu a senha do brogue pra avisá que ele chegou de viaje e tá cansado. Não tá com condição de datigrafar nessa janelinha.

Ele foi fazê audiença lá na Serra, e voltou cuma sacola de cueca suja.

Agora ele tá dormino vendo aquele filme do Senhô dus Engenhos, que tem o Frodo Buceta, aquele anãozim viado.

Deixa eu clicá no xizim e voltá pra cozinha.

Fui.