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O pai da Cabacinha me ligou hoje, convidando pra festa de aniversário dele, no sábado. E ainda fez questão de dizer que a filha dele estará no evento. E terminou dizendo:
- Você tem de investir mais, Dr. Adamastor. Esse tenistazinho é boa gente, mas não serve pra casar com minha filha. Você é um sujeito responsável e tem uma boa índole.
Prendi o riso ao ouvir a última frase. Se o pobrezinho soubesse usar a internet e acessasse o meu blog, ficaria chocado com os incidentes putanescos da minha vida. Jamais me recomendaria a sua filhota, loira e virginal (ao menos, há a presunção juris tantum ).
Acho que não vou, afinal, acontecerá outro festão no mesmo dia, na casa do meu eterno amigo de infância, o o Lendário Wellington (para quem não sabe ou não lembra: o Lendário Wellington foi um personagem constante do meu antigo e cafajeste blog, o "Não Fiz, e Daí?". Wellington é um sujeito com capacidades paranormais para jogar o bom e velho totó, também chamado de "pebolim" em alguns cantos do país).
As festas do Lendário Wellington sempre são regadas à putas, empregadas do inferninho underground (perdão pelo pleonasmo) do Tibúrcio, o irmão jiujiteiro e macumbeiro do rapaz. No ano passado, acordei no dia seguinte à festa, deitado na sala da minha casa, apenas de cueca. Não sei como cheguei lá e nem como estava de cueca. Aliás, a cueca não era minha. Era uns dois números menor. Parecia uma tanguinha em meu corpo avantajado e másculo.
Tibúrcio ficou um tempo sem falar comigo. Nada sério. Ficou envergonhado por ter tomado uma surra no Duke Nukem de 146 a -1, onde eu o venci com meu antigo 486 DX4 de 100 Mhz, sem placa de som.
Nem sei porque contei isso pra vocês, aliás. Não quero que saibam das minhas recaídas nerds.
Quanto à festa em que irei, preciso pensar bem. Enfrentarei o meu nêmesis, o Kiko Tenista, versão Acapulco, ou me perderei na Babilônia da lenda viva do totó tupi-guarani?

