Contos do Adamastor

Estorias surreais de pessoas irreais, contadas por um advogado ranzinza, carente, gentil e docil como um pequeno sagui silvestre. Nao recomendado para minorias intelectuais ou pessoas que se ofendem facilmente. Email: adamastor-em-gmail.com (sim, eu tenho um email do Google. Isso porque eu sou um nerd influente e poderoso)

25.8.03

Tayra, minha gordinha raivosa



Antes de ser a minha segunda paixão virtual (perdendo para a Luciana, a japinha com sotaque baiano), O blog joiado da TayraTayra foi a primeira pessoa a mandar um email raivoso para o Adamastor da Silva.

E mais, dedicou um post no seu genial blog, onde ela falou o seguinte:

"Mas hoje eu vi um blog indicado como as dez últimas atualizações na pg. do www.blogger.com.br que tinha o título de Não fiz, e daí?, meu o blog era de um tremendo babaca, dizendo que foi a festa e que não se conforma que depois da libertação sexual, com tanta vaquinha na festa, nenhuma quis dar pra ele, além de ter a coragem de falar que a única mulher que presta no mundo é a ex-mina dele (de quem ele c/ certeza tomou um pé na bunda e certamente muitos chifres). Além de dizer que sexo anal é coisa de menina gorda que quer segurar o namorado, entre tantas outras pérolas. Fiquei muito revoltada com todo o machismo e hipocrisia desse infeliz, chamado Adamastor Silva, que o enviei um e-mail super desaforado falando tudo que eu pensava sobre aquele blog ridículo, mas infelizmente não sei o endereço do blog (nem o e-mail dele), já que fiz tudo através de links, pois se eu os tivesse os colocaria aqui para que vcs. pudessem conferir com seus próprios olhinhos e ver a que tipo de criatura asquerosa estou me referindo. Gente, chega de hipocrisia, todo mundo faz (ou ainda vai fazer) sexo, se ñ faz é anormal, por que isso é uma coisa super natural, além ser gostoso. Pra mim todo esse povo (desde o cara que filmou e publicou as fotos na net até os babacas como o Adamastor Silva, que ficam criticando as meninas sem nenhum embasamento) são babacas e frustrados que estavam loucos para estar lá, mas como não conseguiram "pegar ninguém", como eles mesmo gostam de dizer, agora tem que ficar botando a boca no mundo e xingando quem fez e se divertiu.

Sei lá pensem bem".

Confesso que chorei quando li o email raivoso, o qual transcreverei, assim que consultar meus arquivos. Só consegui depois de bater uma punhetinha pensando na Rachel Weisz, aquela inglesinha do filme da "Múmia".

Fiquei tão afetado que imprimi e levei os impropérios da moça ao meu terapeuta, o Dr. Survektor, que disse o seguinte: "todo ato raivoso esconde uma atração. Essa menina te quer".

Sim, ela me queria.

O resto, eu não conto. Sou cavalheiro.

24.8.03

Comeu a garota e quer fazer uma social pra perpetuar o crime? Tio Adamastor recomenda o envio de um cartãozinho virtual. É bom porque não gasta dinheiro e mulher adora umas palavrinhas bonitas. Se você é como 99% da humanidade, que não sabe escrever, sugiro a citação de um poema, que faça a linha "tudo que eu te disse foi lindo, mas era só pra te comer".

Leite morno



Pergunta do dia: o que leva uma moça, a querer, veementemente, engolir esperma?

Gosto por leite tipo A quente? Desvio sexual? Necessidade financeira para fazer uma "inseminação artificial"??

Porra (!) , cada vez entendo menos as mulheres.

Não espere chegar aos trinta furunfando como você fazia aos dezoito.

Pode resultar dores nas costas, braços e uma leve dormência na região baixo-ventrícia.

21.8.03

Acabei de ver a foto da Preta Gil nua.

Ela conseguiu estragar o meu dia.

Ela é a típica garota "fim de festa" que a gente pega quando já está em petição de miséria, superbêbado, depois de tomar fora de todas as meninas bonitas do local.

Mais um produto do Gilberto Gil, o homem que nos deu o belíssimo versejo "realce / realce / quanto mais purpurina, melhor".

Amor de Irmão



Eu estava no Fórum, esperando minha vez de fazer audiência e de contar umas lorota pro juiz. Iria rir das piadas cretinas e fingir assombro com o conhecimento jurídico dele.

De repente, liga pro meu celular o Horácio Gonzaga, meu dileto irmão:

- Aí, tu sabe quem ganhou a loteria?

Com a costumeira delicadeza que é peculiar a minha pessoa, prontamente respondo:

- Porra, esse negócio de jogo é coisa de porteiro e de aposentado. Sifudê, muleque.

Desliguei na cara do misinfeliz e voltei à minha vigília.

E acabou a amizade.

20.8.03

Spam pode acabar com o seu casamento



Recebi esse email agora. Imagine a confusão que ia dar se eu fosse casado:

To: abeissa@vocessabem.com.br
Subject: Oi.. :)


Oi, tudo bom?
Vc lembra que eu tinha te falado que iria te passar o endereço onde tem
minhas fotos nuas?
Nú artístico, diga-se de passagem... risos.
Então, o endereço é: www.gatinhapaulista21.kit.net
Dá uma acessada agora e depois me liga pra me contar o que achou das fotos,
ok?
Vou ficar esperando!
Meu celular mudou, viu.. Caso ainda não tenha meu novo número, pegue lá no
site. O número tá bem embaixo da terceira foto minha, (a que estou de biquini
amarelo).


Um beijo de sua gata paulistana. :o)
http://www.gatinhapaulista21.kit.net

Conclusão:
Um maldito spam poderia causar uma chacina, ou, pior, um divórcio. Vocês acham que a patroa iria acreditar que eu não conheço essa putinha? Ainda mais ela dizendo que "meu celular mudou, viu...".

Spammer tem de levar muita porrada. É aquele tipo de gente que é abusado sexualmente na infância e, quando cresce, resolve descontar sua raiva na humanidade.

17.8.03

Adamastor Rogério da Silva e os flashmobs



Flashmob é coisa de quem não fode, ou fode em intervalos irregulares e longínquos.

Partindo dessa premissa, quase fiz o meu flashmob particular hoje.

A estória é a seguinte.

Fui almoçar fora com meus dois irmãos e, subitamente, dou de cara com o Fausto Fawcett, notória figura copacabanense, vindo em nossa direção.

Subitamente (eu gosto dessa palavra), tentei organizar um pocket-flashmob com meus fraternos irmãos:


- Aê, cambada! É o Fausto Fawcett, quando ele passar pela gente, vamo gritá "calcinha!".
- Quem é Fausto Fórceps? - pergunta Kiko, meu irmão-clone-do-gordinho-do-KLB
- Ih, Adamastor, deixa de ser criança. Vamo dá uns pescotapas nele - pondera Horácio Gonzaga, meu irmão com cara de bandido mexicano.


Acabou que o flashmob foi o seguinte: tomei pescotapas na frente do Fausto Fawcett, que devia estar pensando "caralho, aqui em Copacabana só tem nego doido. Vou chamar a galera e fazer outro show".

13.8.03

As meninas das Zonas Norte e Oeste são muito menos problemáticas que as da Zona Sul.

Deve ser porque nessas áreas existem menos psicológos.

12.8.03

As costas doem e dóem. É a velhice ou o excesso de libidinagem.

11.8.03

Boletim de Ocorrência



Dia: Sexta-feira, 8 de agosto de 2003.
Local: Cobal do Humaitá
Horário: 16:00 h
Motivo: fazer hora para uma consulta médica ali perto.
Narrativa dos fatos: a lanchonete onde eu estava foi invadida por sete meninos de rua. Aterrorizaram as vovozinhas. Chegaram perto da minha pessoa, que estava elegantemente trajada com um terno preto de microfibra (3 cheques pré na Dartigny da Sete de Setembro). Pediram dinheiro com educação, me chamando de "dotô". É necessário notar que um dos infratores trajava a camisa cor-de-exu daquele time cujo maior ídolo perdeu um penalti decisivo numa Copa do Mundo. Começaram a gritar comigo. Um ameaçou puxar alguma coisa. Talvez fosse uma faca, ou pior, um pente Framengo. Calmamente, falei pra eles: "Aê, gurizada, tenho conhecimento na Providência. Sô cumpadi da Jura. Si tu ficá di bobêra cumigo, mando passá cerol ni tu e ni teus colega. Sai batido qui eu tenho contenção". A pirralhada arregalou o olho e evadiu do local. Não sobrou ninguém. As vovozinhas ficaram me olhando com cara de espanto. O dono da lanchonete não aceitou que eu pagasse. Acho que foi "taxa de proteção".
Realidade dos fatos: Jura é a minha empregada, que realmente mora no Morro da Providência. Embora tenha sua gangue de garçons, Jura é do bem. Quanto ao linguajar de meliante, aprendi no tempo em que advogava em lugares perdidos desse Estado. Jura soube do incidente e disse que "ih, si tu bobiá, meus conhecimento do morro ti defendi, puquê tu é sangue bão".
Sem mais a acrescentar, encerro o presente relato.

Nada mais broxante do que uma mulher que chama sua xota de "bonequinha".

É preciso muita concentração e meditação zen para para uma trepada.

Nessas horas, penso no Flavor Flav, do Public Enemy.

Não sei porque, mas sempre que é preciso, dá certo.

Sinto falta de Tayra, a gordinha revoltada.

Tayra foi a minha primeira leitora. Seu email revoltoso e úmido está guardado até hoje em meu baú de recordações.

Já tentei acessar o blog da menina, mas meu Internet Explorer sempre trava.

Ou ela é hacker, ou tem a incrível habilidade de criar templates cheios de bugs.

Advogados não precisam decorar artigos de lei, nem expressões em latim.

Isso é só um subterfúgio para impressionar mulheres (nem sempre dá certo) e para cobrar honorários maiores.

Adamastor, o crítico musical fast-food

Ouvi o disco do Sean Lennon.

Muito ruim.

Chato pra caralho.

Uma merda.

Definitivamente, mataram o Lennon errado.

Dicas sábias (e pretensiosas) do Tio Adamastor:

01. Na dúvida do que falar, fique quieto. Essa máxima vale em compromissos profissionais, festinhas, trepadas e interrogatórios policiais. Só não vale em audiências nas Justiças Cível e Trabalhista, pois o silêncio importa em confissão.

02. Se não tem intimidade com alguém, não faça piadinhas para descontrair. Há o risco de você ser mal-interpretado. Fale sobre o tempo, a criptografia de chaves públicas ou sobre a importância das sebes francesas nas batalhas da Segunda Guerra Mundial.

7.8.03

Carnês, vales e clientes pobres



Era nove e meia da noite. Nove e meia. Eu tava trabalhando em casa, e assistindo, ao mesmo tempo, uma reportagem do canal E! sobre um tal de Pee-Wee Herman, que era um comediante idiota que fazia o papel de um débil mental. Não tinha a menor graça, mas o documentário valia pela vida cheia de podres e pedofilia do rapaz. Sem falar no fato que ele é a cara do meu primo, o Sr. Baianinho (que por sinal, como a maioria da humanidade, não lê esse blog).

Onde eu estava? Ah, sim. Era nove e meia. Tinha esquecido o celular ligado. Não quero saber de cliente me pertuRbando à noite. Foda-se. Mas como desgraça pouca é bobagem, um infeliz acaba ligando. Era aquele péla-saco que eu acompanhei na delegacia durante 6 ou 7 horas (falei sobre esse incidente aqui, mas tô com preguiça de procurar o link).

O cara me ligou pra dizer que tava sem dinheiro e que não aparecia trabalho pra ele. E que eu cobrei muito caro. E que minha presença foi desnecessária, porque ele poderia fazer tudo sozinho, não precisava de um advogado. E que ele era formado em Oceonagrafia, e que, como oceanógrafo (!!) jamais cobrou tão caro quanto eu. E que tinha muitos amigos advogados.

Ouvi calmamente o infeliz. Minha vontade era de mandá-lo enfiar o seu honroso diploma de Oceonagrafia no rabo e que procurasse outro advogado. Grandes merda de procurar baleia! Vai catalogar peixinho lá na casa do caralho! Minha vontade é de dar um cuecão nesses zé-bundas.

Eu não justifico o meu trabalho. Não vou dizer "ah, fiz tanta coisa pra você!". Só disse que eu era advogado e que, mesmo se eu não fizesse nada, só o fato de estar ao lado dele, já era suficiente pra rolar uns honorários. E que eu não sou membro da Cruz Vermelha. Não trabalho por caridade.

Daí o babaca voltou atrás e disse "não foi bem assim. Eu quero que você seja meu advogado". Combinou que iria me pagar em parcelas.

Pobre adora um carnê.

Já vi tudo. A mulher deve ter colocado coisas na cabeça dele, pra "enfrentar o adevogado". Geralmente, quando se combina uma coisa com um cliente, e acontece algum revertério (!!) no que foi acordado, é a mulher que põe coisa na cabeça do infeliz pra criar confusão.

Por isso, eu adoro advogar pras vovozinhas de Copa. Elas enchem o saco, mas pagam em dia, te tratam como um príncipe e ainda mandam um bolinho de fubá.

Molhadinho, claro.

5.8.03

Falando nisso, tenho um amigo que trabalha na Embratel.

Apostei "um galo" (uma nota de cinquenta, na gíria dos office-boys, favelados e baixa-renda) que comeria a Presidente da empresa, aquela mexicana-bailarina.

Tem gente, por sua vez, apostando que eu vou perder. Até o meu porteiro, Seu Bobinho, entrou no bolão.

Mas eu acredito ainda no poder da minha lábia e na minha linguinha frenética.

O meu grande problema é querer comer a mulher dos outros.

Não posso ver mulher comprometida que logo vou atrás.

Sei que isso vai me custar a vida.

Um dia, se vocês encontrarem a manchete no O DIA "Adevogado foi executado em crime passional", tenham certeza que a vítima foi o Dr. Adamastor Rogério da Silva.

2.8.03

Meu novo escritório



Eu tô pensando em mudar o endereço do meu escritório. Quero um lugar maior, mais imponente, com um grande sofá pra eu comer a estagiária após o expediente, como é praxe em nossa categoria.

Andei pesquisando uns prédios bons. Estou pra alugar um escri interessante. Até contei pra família, pra que me respeitem mais e não achem que sou o vagabundo que passa os fins de semana fora e geralmente é trazido pra casa por alguma drag queen que pretende ser a nova Rogéria.

Minha mãe, D. Mocinha, contou esse feito (não o da drag queen, o da mudança) para uma amiga.

A moça perguntou quanto é o aluguel. D. Mocinha teve a indiscrição de contar.

A amiga arregalou os olhos e berrou "mas tudo isso? No prédio onde meu marido trabalha, que também é no Centro, o aluguel é seis vezes mais barato".

D. Mamãe, dessa vez, não cometeu nova indiscrição. Ficou calada.

Não sabe a tal amiga que o prédio onde o seu esposo labora é habitado, quase em sua totalidade, por termas, puteiros e similares.

Eu não conseguiria trabalhar num ambiente desse. Ia acabar casando com uma das meninas ou contraindo algum novo tipo de gonorréia. Com toda certeza, iria me sentir em casa.

Mas meus clientes, na sua maioria, senhoras de idade avançada, iriam se escandalizar.

Acabariam encontrando aquela sua netinha que faz Comunicação na Facha.

Malditas mulatas. Acabam com a gente.

Posso dizer que não sinto o Adamastor Jr.