Contos do Adamastor

Estorias surreais de pessoas irreais, contadas por um advogado ranzinza, carente, gentil e docil como um pequeno sagui silvestre. Nao recomendado para minorias intelectuais ou pessoas que se ofendem facilmente. Email: adamastor-em-gmail.com (sim, eu tenho um email do Google. Isso porque eu sou um nerd influente e poderoso)

30.6.03

Dawson's Creek acabou. Nunca mais veremos a indecisão sexual do protagonista. Nunca mais veremos o gayzinho atormentado e triste. Nunca mais veremos a moreninha da boca torta. Nunca mais veremos a loirinha péla-saca e sua ironia intermitente.

E, principalmente, nunca mais ouviremos aquela canção-tema horrível.

Nunca mais.

Ao menos, até que a Sony decida reprisar essa porra, nas terças de moranga, quintas de limão ou nas sextas do caralho.

Vida de cão

Não usem meu icq pra pedir resumos de livros de Direito, modelos de contratos ou consultas jurídicas.

Passem no meu escritório e morram nuns caraminguás, seus pãos-duros de merda.



27.6.03

Momento Bicha Fina

* Adamastor está away, trabalhando enquanto ouve seu DVD do New Order *

26.6.03

Correção da Notinha Social:

Não foi o Dumbledore que morreu, mas um tal de Sirius Black, que é o camarada que apresentou o Harry Potter a soul music e a cannabis sativa.

Grandes merda, dirão vocês.

Concordo.

Está provando cientificamente: quem faz benchmarks por "esporte" não tem vida sexual.

Coisas de que me arrependo:



* de ter jogado o RPG Magic. Me senti um idiota escolhendo poderezinhos e habilidades, enfrentando outros idiotas, que, ao contrário, ACREDITAVAM que possuíam tais poderezinhos e habilidades;

* de ter viajado para Guarapari com minha turma do colégio, em 1992, e ficado na "Cidade de Deus" de lá.

* de ter comido gambá com os meus vizinhos;

* de ter comido uma sósia da Maria Bethânia;

* de ter ido ao Passeio Público, boate frequentada por secretárias carentes, no Centro do Rio, onde fui fotografado com dois espécimes dessa raça;

* de ter comprado um LP do Vitor Biglione;

* de não ter comido a cunhada da minha ex-chefe, Eduarda P;

* de não ter depositado meu líquido seminal na comida da supracitada Eduarda P., quando tive oportunidade para tanto;

* de roer unha do pé, escondido da família;

* de não ter largado o vício da punheta;

* de ter 12.000 fotos de mulher pelada (vide arrependimento anterior);

* de não ter entendido o final enigmático de "Os Trapalhões no Planeta dos Macacos";

* de ter assistido "Doce Novembro". E chorado;

* de sempre chorar ao assistir Cinema Paradiso;

* de ter aprendido a usar Unixware;

* de deixar de fazer coisas importantes para escrever essa besteira.

Gotas da sabedoria narcisística e pretensiosa de Adamastor da Silva

A diferença principal entre propaganda e publicidade é que nesta só divulgam crianças branquinhas-de-olho-azul, enquanto que naquela são só os negrinhos-de-sorriso-branco.

25.6.03

A vida é boa



A vida é boa, minhas crianças.

Apesar de você ter de sair pra "defender os interesses" de um indíviduo que foi agredido, às 14:00 h

Apesar de levá-lo à um hospital público, piolhento e sujo, para curativos.

Apesar de você perder 3 horas fazendo Registro de Ocorrência numa Delegacia, tendo ainda que controlar o nervosismo do cliente.

Apesar de, às 21:00 h, você se encontrar no IML, na Mem de Sá, rua sinistra cheia de funerárias, para fazer o exame de corpo de delito do camarada.

Apesar de, mesmo após 7 hs de serviço ininterrupto, o sujeito pedir pra "reduzir" os honorários.

Daí, siga a máxima do Tio Ada: diga, olhando nos olhos do infeliz: "a vida é um problema sério, mas meus honorários são esses aí mesmo."

Apesar de tudo isso, conheci a delegada mais linda do mundo, minhas crianças.

Morena, alta, educada, doce e levemente brava, exatamente como eu gosto.

Esqueci dizer que era linda?

Aliás, mamãe iria adorá-la como nora.

Ela chamou meu cliente, pra ouvir as declarações dele. Não precisava. Acho que, no fundo, devem ter falado que tinha um rapazinho joiado de terno preto e ela resolveu dar uma conferida "ni mim".

Pelo menos, eu acho isso.

Não me lembro do que conversei com ela, nem que o meu cliente falou. Apenas fiquei hipnotizado com a formosura e a braveza da moça.

Só lembro que a Doutora foi gentil, sorriu e nos encaminhou a um inspetor, para que o cliente prestasse suas declarações.

Ainda hipnotizado e chocado com aquele monumento, cheguei a comentar com o inspetor:

- Mas que delegada bonita vocês tem, hein?

O camarada sorriu e disse:

- É verdade. Ela é casada com um amigo meu.

Sorri de volta e, sem perder a classe, repliquei:

- Dê os meus parabéns a ele. Ela é muito educada e gentil.

Não me comprometi. Não disse o que achava, realmente, daquela morena. :-)

Encerro esse meu post dizendo que tenho assunto pra punheta pelos próximos 6 meses.

Mesmo com quase 30 anos, ainda me comporto como um guri de 15. :)

24.6.03

Botei agora um sistema de comentários para que meus fiéis leitores massageiem o meu ego e para que Dênis, o Pimentinha, o saudoso André LRG, o corajoso rapazola Milton Itsthem, os templários e os usuários da Radeon 9700 Pro possam usar todas a suas fúrias uterinas contra a minha pessoa.


Bons tempos

O Papa resolveu visitar o Brasil há alguns anos atrás, quando eu ainda estava na faculdade, que era católica.

Algumas madres tinham a esperança de trazê-lo para uma palestra.

Sabendo disso, eu espalhei uns cartazes avisando que o Papa iria se "apresentar" no auditório, com a participação dos Canarinhos de Petrópolis.

Coloquei ainda dia e hora desse megaevento.

A entrada, para as obras de caridade, seria um kg de sal.

A maioria das pessoas, obviamente, não levou a sério.

Mas o que teve de gente levando sal pra assistir o Papa, vocês não iriam acreditar...

O mais ridículo era a citação que eu fazia no início do anúncio, para justificar a coleta do sal:

"Dai sal às minhas crianças, para que sintam o gosto da vida".

Bispo Sebastião Temístocles Macalé.

Mexendo em vespeiro
Desde que critiquei a Ordem Secreta dos Templários e a Força Expedicionária dos Usuários da Radeon 9700 Pro, tenho sido encarado pelas pessoas quando ando na rua.

Acho que estou mexendo com forças poderosas demais, mas é o meu dever informar ao grande público o quão patético são esses dois grupelhos.





Notinha social

Fiquei sabendo que um personagem chamado "Dumbledore" morre no novo livro do Harry Potter.

Comentário do Tio Adamastor, com sotaque carioca: grandix merda .

Não sei quem é essa figura e, se encontrasse na rua, não reconheceria.

23.6.03

Meu filme esquecível



Sabe quando você leva sua namorada na locadora e deixa a mocinha escolher o filme?

Inevitavelmente, ela vai pegar um desses tipos de filme:

a) comédia com bichinhos;
b) algum filme-bomba do Eddie Murphy (aliás, os últimos 30 da carreira dele) ou do seu genérico, Martin Lawrence;
c) algum do "Novo Cinema Brasileiro" ou
d) um drama água-com-açúcar ou uma comédia romântica que, para nós, homens masculinos, é a mesma merda.

Há grande probabilidade de que sua gatinha escolha a opção "d".

Se isso acontecer, pelo amor de Deus, não deixe que ela alugue "Doce Novembro", um fiasco estrelado pelo Keanu Reeves (aquele rapaz que a minha mãe acha parecido comigo) e a Charlize Theron (aquela gata famosa por fazer filmes-bomba. Uma Eddie Murphy de saias).

A estória? Vou simplificar, como se estivesse redigindo a ementa de um acórdão:

Keanu Reeves. Publicitário Ocupado. Carteira de Motorista vencida. Encontra no Detran a Charlize Theron, que o convida pra morar com ela durante um mês apenas. Ele reluta. Ela insiste. Ele faz beicinho. Ela abre as pernas. Ele aceita morar junto, mas quer saber porque só um mês. Ela silencia. Ele investiga com os amigos travestis dela. Ele descobre. Ela confessa. Segue meia-hora de choradeiras e um final babaca e triste.

Chamo a atenção de uma cena perto do final do filme, em que, no almoço de Ação Graças na casa da Charlize, Keanu, com a dramaticidade de voice-mail que Buda lhe deu, adentra a casa da moça, trajado de Papai Noel, carregando uma máquina de lavar-louças (!!) em sua sacola.

Fuja deste filme, meu amigo. Posso dizer que é quase tão doloroso quanto "Morte e Vida Severina", em que é duro de aguentar a magricela da Tânia Alves se esgoelando naquele cenário horroroso.

Mas se a sua namorada insistir veementemente em ver "Doce Novembro", ainda assim, tente a proposta final:

"Benhê, pode pegar, mas hoje vai rolar um por trás, ok?"


22.6.03

Email? Pra quê?



Detesto emails. A maior prova disso é a minha caixa-postal. Raramente respondo um email, tendo em vista que, raramente, inclusive, recebo algo que mereça um comentário.

São os seguintes tipos de mensagens que eu recebo diariamente:

* "aumente o seu pênis" (como eles sabem que eu... bem... er... deixa pra lá);
* piadas sobre loiras
* "compre as Mágicas do Mister M"
* "A Ordem Secreta dos Templários" (não sei o que eles querem comigo)
* algum vídeo pornográfico de 10 MB, enviado pelo meu dileto amigo Jotalhão, que anda impossível desde que arranjou banda larga.
* fotos de ursinhos, bichinhos fofos e/ou pensamentos carinhosos, geralmente originado de gente feia e carente.
* algum arquivo em formato Powepoint, enviado novamente por Jotalhão, com fotos de travestis.
* email do Marquinho, meu amigo das épocas da faculdade, que mora em Portugal, em que pede, desesperadamente, para eu falar com o Jotalhão para "não mandar mais aqueles emails porcos".


17.6.03

Adamastor comenta Matrix Reloaded



Fui assistir Matrix Reloaded, "o filme do ano", segundo a Veja, a Private e a Reader's Digest.

Carreguei comigo, como testemunhas desse heróico feito, meu irmão caçula e meu primo.

Como os pulhas preferem o anonimato, vou identificá-los por seus apelidos: aquele é Horácio Gonzaga, tendo em vista sua cara de bandido de filme mexicano. Já meu primo é o Baianinho, pois parece filho do Caetano Veloso.

É, eu sei. Não tem a menor graça.

Mas apelidos familiares nunca tem. Exceto um pai de família que era conhecido por "Gatinha". Essa estória eu deixo pra outro dia.

Baianinho riu o filme inteiro. Não sei se ele anda tomando êxtase, a droga daquele povo que dança em rave. Dizem que êxtase ajuda a dilatar o brioco e fazer as pessoas rirem. Espero que meu primo não tenha ido por esse caminho.

Talvez seja o mais óbvio: retardamento mental.

Horácio Gonzaga, como bom mexicano, ficou quieto, atento à alguma tocaia. Os mexicanos estão sempre esperando o pior acontecer, mesmo numa sala de cinema vazia.

Quanto a mim, fiquei entediado o filme todo. Muita briguinha, muita câmera lenta. Muita conversa sem-sentido.

Pra mim, os irmãos Wachowski (ou algo do tipo) são, na realidade, Arnaldo Antunes e Gilberto Gil.

O Arnaldo, com seu corte a la Frankenstein, forneceu os elementos cyber, as citações cult, beatnik, cool e outros adjetivos que merecem ser escritos em itálico.

Já o Gilberto Gil inseriu os elementos afro, promovendo o sincretismo religioso virtual. Vide a cena da Timbalada em Zion. Só tinha crioulo. Os únicos brancos eram o Neo e a Trinity, que prefiriram testar aquela quantidade imensa de buracos que eles têm no corpo.

Já o diálogo com o Arquiteto, foi a dupla Gil-Arnaldo que fez, com citações ao Wally Salomão e ao Jorge Mautner, paladinos da péla-saquice tropicalista.

Em suma: ninguém entende porra nenhuma. E não é um "defeito" do filme. Foi proposital, para os nerds terem alguma razão para viver, para discutirem nos fórums e salas de discussão da internet. Pra esquecerem que não conseguem ter uma mulher, e que ninguém se importa se seus micros são poderosos e que suas placas de vídeo são a Radeon 9700 Pro.

Pensar em Matrix os ajudam a não pensar em suas patéticas vidas.

Isso é viver numa Matrix.

Gilberto Gil e Arnaldo Antunes sabiam o que estavam fazendo...

Fodendo e aprendendo



Já dizia o Ilustre Professor Cezar Roberto Bittencourt, no seu conceito de relação sexual (Código Penal Comentado, Ed. Saraiva, pág. 460):

O vocábulo relações sexuais além da dita cópula vagínica, abrange também as relações sexuais anormais, tais como o coito anal ou oral, o uso de instrumentos roliços ou dos dedos para a penetração no órgão sexual feminino, ou a cópula vestibular, em que não há penetração.


Comentário do Dr. Adamastor da Silva:

Outros tempos, minha gente.

Antigamente, "relação sexual" era o que o seu pai fazia com a sua mãe. E "sexo" era o que aquele fazia com a empregada. Agora, tudo é a mesma coisa.

Contudo, ouso divergir do festejado doutrinador. Quando ele relata que é relação anormal o "o uso de instrumentos roliços ou dos dedos para a penetração no órgão sexual feminino", vejo que ele não está antenado ao festejado fio-terra, tão empregado nos dias de hoje pelos rapazes heterossexuais-fronteiriços, que pretendem cruzar a linha cor-de-rosa.

Além disso, acho que o emérito professor, ao comentar a "cópula vestibular", não previu o modernoso "colar velcro", praticado por algumas sapatas.

Geralmente as que tocam violão e cantam com voz grave.

Portanto, o moderno conceito do Professor Cezar Roberto precisa ser atualizado.

Aliás, o conceito de sexo precisa ser atualizado na mesma frequência que são os programas antivírus: pelo menos, de quinze em quinze dias.

16.6.03

Torpedos e a mulher dos outros



Apesar de não estar comendo ninguém a título gratuito, informo que sou um rapaz bem-apessoado e que desperta a atenção das moças.

Geralmente, após a segunda dose alcóolica.

Apesar dos pesares, recebi nesse Dia dos Namorados um "torpedo" (for dummies: mensagem de texto enviada de um celular para outro) da secretária do meu antigo escritório.

Dizia o seguinte, in verbis:

Feliz Dia dos Namorados, meu amor.
Da sua número 2.
Beijão, Fabi.


Confesso que fiquei surpreso. Sempre arrastei asa pra essa morena. Porque só agora ela iria ceder? Será que eu fiquei mais bonito? Será que ela descobriu que o meu blog me tornou um popstar, já que qualquer blogueiro acaba aparecendo na TV? O que essa mulher queria comigo?

Todo caso, o membro baixo falou alto. Liguei pra moça e agradeci, perguntando "se era pra agora ou pra viagem".

Ela sorriu, disse que estava ocupada no telefone e iria me telefonar mais tarde.

A vadia não me telefonou.

Quem liga pro meu celular, no dia seguinte, é um malandro, dizendo-se namorado da menina. Disse que havia descoberto que ela havia mandado um torpedo pro meu telefone.

O cara, extremamente educado e quase que subserviente, pedia, aliás, quase que implorava, para eu não ligar mais pra ela, etc e tal.

Fui sincero com o sujeito. Disse que não sabia o que estava ocorrendo. Nem que ela tinha namorado. E quem mandou a mensagem foi ela.

Ele falou que isso o havia deixado chateado, que o casalzinho brigou feio por minha causa no Dia dos Namorados.

Falei pra ele que não tinha nada com isso, que eu era um homem comprometido (mandei uma mentira boa) e que não iria mexer com a mulher de ninguém.

Ele agradeceu e desligou.

Achei tudo muito estranho. Será que tudo isso não passou de um trote? Ou essa piranha estava me usando para fazer ciúmes ao namorado que, segundo soube, era meganha?

15.6.03

Receitas advocatícias do Tio Adamastor



O grande problema de ser advogado é que sempre tem um imbecil, geralmente parente, que acredita que você é obrigado a conhecer todas as leis federais, leis municipais, decretos-leis, regimentos internos, portarias e porcarias do Brasil.

Se você não souber, só faltam te chamar de burro, dizendo que seus pais foram otários de pagar a faculdade pra um mané que não sabe as 12 milhões de normas vigentes no País.

Não se aflijam, minhas crianças. Tio Adamastor já está ficando raposa velha em alguns assuntos.

Para essa gentalha gonorréica, quando você não souber a resposta para o assunto tratado, diga, com firmeza, que "é uma questão controvertida. Preciso analisar isso com mais cuidado".

Geralmente, os filhas da puta esquecem e nunca mais te perguntam.

Se insistirem, combinem o preço dos honorários, mesmo se for pra parente, e estudem o assunto.

E se não quiserem pagar, não tenham medo de responder:

"Vá procurar a Defensoria Pública. Lá é lugar de pobre".

E lembre-se sempre o que dizia Eduarda P., minha ex-chefe, também conhecida como a "Trepadeira":

"Quem tem pena, leva na bunda".


A putada e o Show do Milhão



Ainda que tratando do tema meretrício, gostaria de contar uma antiga e singela estorieta, que aconteceu comigo.

Sou usuário de um serviço de disk-putas, confiável e bacana. Escolho as moças pela Internet e o motoboy as entrega em casa.

Certa feita, encomendei Debbie, uma moçoila com corpo de modelo e cérebro de porta USB.

Debbie chegou. Debbie deu dois beijos no rosto, mantendo o sorriso forçado. Debbie entrou e sentou no sofá. Debbie olhou para a mesinha do lado, onde estava um bibelô que minha avó havia trazido de Israel. Era um Menorah estilizado, que é aquele candelabro com sete velas (número esse que tem um significado bíblico e cabalístico, mas não vou perder o meu tempo explicando isso aos meus leitores. Quem lê esse blog merece permanecer burro).

Abaixo do candelabro estava escrito em vermelho "Shalom".

Debbie sorri e vira pra mim e diz, impressionada.

- Caramba, você deve ser importante.

Surpreendido, pergunto o porquê.

Ela, ainda surpresa, responde:

- Já fui váaarias vezes ao Motel Shalom e nunca ganhei isso! Você é cliente VIP.

Broxei. Liguei o Playstation 2 e ficamos jogando Gran Turismo.

Continuando a incrível estorinha sobre o Dia dos Namorados



Pierre, aquele meu cliente mané, tem a felicidade de morar "defronte" a uma termas, ali quase em Ipanema.

Devo ressaltar e relembrar que Pierre é rico, babaca e carente, características que o tornam cliente assíduo e VIP desse antro de putaria.

É recebido com honras pelo segurança. Tem mesa cativa e ainda conhece e é conhecido por todas as meninas do lugar.

Sabe até o nome verdadeiro da maioria delas.

Abre parêntese:
é curioso conhecer o útero de alguém, mas não o seu nome de batismo. Coisas do mundo putístico.
Fecha parêntese


Ficamos na mesa VIP, conversando com as meninas.

Por mais feio que você seja, se estiver bem vestido, serás tratado como um rei pela putada. Dirão que você é charmoso, lindo, másculo e rirão de suas piadas cretinas. É como se fosse uma Matrix. No mundo real, você é incapaz de comer uma empregada doméstica nanica do Piauí, mas naquele mundo mágico, tudo parece real. Tudo parece dar certo.

Bastando ter dinheiro, bem entendido.

Conversei com Michele, uma loura nórdica, descedente de alemães (não me pergunte como uma loura nórdica possa ter descedência de alemães. Depois do segundo uísque, quem estava prestando atenção nela era o meu sofrido órgão sexual pulsante.) Ela me convenceu em morrer em 200 reais por uma transa de 1 hora, numa cabine ali do lugar. Ela disse que "fazia tudo".

Devo dizer que hoje em dia, "tudo" é relativo. Antigamente, "tudo" era um boquete. Depois, após o Crash da Bolsa de Nova Iorque, "tudo" era o intercurso normal. Hoje em dia, com a Internet, as revistas de sacanagem suecas e as sexólogas mal-comidas, esse conceito foi alargado, mas não tanto.

"Tudo" é sexo anal. Embora em grande parte dos lares brasileiros o sexo anal é praticado, até porque é forma de reprodução dos spammers (principalmente os manés da "Ordem Secreta dos Templários". Quem tem ordem secreta, na minha modesta opinião, é viado reprimido).

Michele topou ceder o brioco pela quantia supracitada. Mandei debitar na conta do Pierre que, como bom francês, tem péssimo gosto pra mulher, e pegou uma neguinha, que lembrava a Dona Jura, uns setecentos quilos mais magra.

Pierre queria juntar todo mundo e fazer uma suruba. Isso eu não faço. Fiz Primeira Comunhão e Crisma. Suruba é pecado. Pierre meneou a cabeça, mas entendeu meu dilema religioso.

Cada um pegou sua respectiva vadia e levou para uma cabine, que, posso dizer de antemão, era a única coisa "apertada" naquele lugar.

Continuo essa epopéia amanhã.

13.6.03

Pequena observação:

Ah, mais uma coisa: dia 13 de junho é o dia internacional de comer a namorada dos outros.

É o dia do Ricardão.

Se sua namorada, meu caro leitor, for sair com uma "amiga", peço encarecidamente que vá polir seus chifres.


Querido Diário: Meu Dia dos Namorados



Desde que separei do amor da minha vida, aliás, desde que aquela mulher me deu um pé na bunda, dizendo que eu era "meloso demais" e que a estava "sufocando", o dia 12 de junho tornou-se uma data para chorar bêbado abraçado à alguma stripper daquelas boates da Princesa Isabel.

Ontem, tentei fazer algo mais cabeça. Botei um som maneiro, um Portishead, que não é música pra patuléia, pros flamenguistas e pros porteiros (pleonasmo intencional, por favor) e resolvi estudar.

Como bom causídico, sempre procuro atualizar meus conhecimentos, o que me ajuda a tirar "um qualquer" dos meus fiéis clientes.

Peguei um livro de Direito Penal e abri numa página que, pasmem, tinha tudo a ver com o Dia dos Namorados:

Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio

Art. 122 - Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça:

e, mais ainda:

Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento

Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque:

Suicídio e aborto. Dois temas tão diversos, mas que tinham tudo a ver com essa data comemorativa.

Foder e morrer. São essas as consequências do namoro. Só nos comerciais da C&A e nas comédias da Reese Whiterspoon (que tem belos peitinhos, por sinal), os romances são tão perfeitos, puros e felizes.

Me deprimi com tudo isso. Pensei em fazer o meu tradicional, clássico e secular esquema "pizza+puta", mas desisti, nessa data, o disk-puta fica mais congestionado que o disk-pizza.

Lembrei-me, então, do meu cliente, o Pierre, um rico péla-saco francês, que apesar de chato pracaralho, paga em dia e é mão-aberta.

O puto estava solteiro, e era a companhia ideal para uma noitada.

Não pensem em viadices, meus leitores.

Continuo amanhã.

Aviso à moçada

Mudei de endereço. Passei pro Blogger.com para poder usar as funcionalidades do w.bloggar.

Não quero mais saber de escrever meus célebres pensamentos usando a interface cretina do Blogger.com.br, que deve ter sido criada pelo Hans
Donner, aquele usuário de Phophoshop metido à besta.

Aguardo visitas, ainda que poucas.

Endereço novo. Testando...