Contos do Adamastor

Estorias surreais de pessoas irreais, contadas por um advogado ranzinza, carente, gentil e docil como um pequeno sagui silvestre. Nao recomendado para minorias intelectuais ou pessoas que se ofendem facilmente. Email: adamastor-em-gmail.com (sim, eu tenho um email do Google. Isso porque eu sou um nerd influente e poderoso)

10.12.03

a volta da moreninha da escada



Voltei às antigas pegações com a moreninha da escada, aquele metro e oitenta de gostosura. Ela tem a tríplice coroa havaiana: peitão-bundão-cetão. Coisa de louco. Meu saco sentiu saudades de bater em sua tubiba (nota da redação: tubiba é a região desmilitarizada que se situa entre a vagina e o ânus).

Como consegui? Simples.

Fui visitá-la no trabalho, no final do expediente. Como ela fala pra caralho, deixei ela contar tudo de bom e fofo que aconteceu em sua vida. Fiquei sorrindo, com a minha tradicional e notória cara de buceta, demonstrando que estava adorando ouvir suas estórias.

Enquanto ela falava, eu a olhava nos olhos, com um olhar profundo, perverso e selvagem, como que tentando hipnotizá-la. Queria novamente dar umas cabeçadas em seu útero.

Cabe ressaltar que toda essa aporrinhação foi no escritório. Como sou amigo dos chefes dela, eles me permitem essa putaria.

Quando deu a hora contratual de saída, ela disse que tinha de ir embora, mas pediu que eu a acompanhasse até o metrô.

Fomos até o hall do andar, que estava vazio. Aproximei-me dela (havia conferido o hálito antes. Chupei um Halls pra tirar qualquer dúvida) e tentei, delicadamente e com a língua de fora, conseguir um beijo.

Ela negou, disse que eu era uma gracinha, mas ela não queria ficar "só nisso".

Foi o momento oportuno para ativar o script de mentiras 2.8

Eu disse que tava morrendo de saudade do cheiro dela, do sorriso, do peitinho, do umbiguinho, do bracinho, do pezinho, do rabinho e de outras partes opulentas e saborosas.

Ela riu,

Rir é o primeiro passo pra comer alguém. Rir desopila o cu e arreganha a xoxota. É verdade. Acreditem em mim.

Eu a levei pra escada de incêndio, o nosso cantinho, o nosso ninho de amor.

Ela, ainda assim, fez bico. Não queria. DIsse que eu só queria "isso".

Daí eu utilizei a técnica da "postergação".

Falei que tínhamos de sentar um dia e conversarmos sobre nossa relação. Precisávamos agora era de aproveitar o momento, esse frágil átimo de tempo que é a juventude, enquanto somos jovens e saudáveis. Enquanto que a amargura da idade e do Ministério da Previdência não envenenaram nossa alma.

A morena resolveu ceder. Rolou muito beijo, mas comportado. Não rolou peitinho, nem aquele boquete amigo.

O segurança do prédio passou pela gente, inclusive. Nem parei. Quero mais é ser flagrado agarrando mulher bonita.

Agora, vou precisar de utilizar o mais complicado dos subterfúgios: comer a moça sem me compremeter à nivel de sentimento.