Contos do Adamastor

Estorias surreais de pessoas irreais, contadas por um advogado ranzinza, carente, gentil e docil como um pequeno sagui silvestre. Nao recomendado para minorias intelectuais ou pessoas que se ofendem facilmente. Email: adamastor-em-gmail.com (sim, eu tenho um email do Google. Isso porque eu sou um nerd influente e poderoso)

13.12.03

da série "tomara que o senhor contraia um câncer no seu brioco"



Tem vezes que esqueço que fiz primeira comunhão e resolvo praguejar contra certas criaturas hediondas dos recantos jurídicos.

Principalmente contra um determinador Ilmo. Procurador Sr. Dr. Pau-no-cu.

Eu ainda fui despachar com o infeliz, pedindo pra ele soltar logo a porra de um processo, porque a pobrezinha da minha cliente estava doente, fodida e mal paga (não era 171: a coitada tava realmente ruim da cabeça e doente do pé. No processo eu mostrei isso).

O viado disse que ficou sensibilizado e que iria dar um parecer favorável à minha assistida.

Conversa.

O ilustre filho da puta segurou o processo durante 6 meses, e, se não bastasse isso, apresenta um parecer de 15 (quinze) páginas (!!!) apresentando argumentos igualmente filhadaputescos, em que fecha os olhos para os fatos dos autos e para os mais bacanas e joiados princípios do Direito Muderno.

Resultado: vou ter de botar na bunda do Louvado Sem-Mãe, sem KY ou cuspe.

É uma daquelas petições em que a gente usa uma linguagem empolada pra chamar o cara de débil mental, mas sempre usando termos civilizados e terminando as frases com um concessa maxima venia.

Deve ser um maldito assexuado que foi criado pela avó materna, que ele, até os 25 anos, pensava ser sua mãe.

Além disso, era abusado sexualmente por seu primo estudante de filosofia, que o drogava com vinho barato e xarope para tosse.

Não vou me irritar com esse sujeito, nem desejar que as forças do mal destruam sua vida.

Sei apenas que sua alma pútrida foi reclamada pelo coisa-ruim, e as chamas eternas do inferno o lhe foram reservadas.

Cthulhu o aguarda.