Contos do Adamastor

Estorias surreais de pessoas irreais, contadas por um advogado ranzinza, carente, gentil e docil como um pequeno sagui silvestre. Nao recomendado para minorias intelectuais ou pessoas que se ofendem facilmente. Email: adamastor-em-gmail.com (sim, eu tenho um email do Google. Isso porque eu sou um nerd influente e poderoso)

10.9.03

Pedofilia e outros babados



Tenho recebido vários emails comentando meu post sobre a pirralha assediadora. São tantos, mas tantos emails, que já superaram os spams "enlarge your penis", que recebo todo o dia.

Se eu souber quem foi a mulher que me dedurou pra essa lista de spam, processo a infeliz...

Mas não sou pedófilo. Acho que deve rolar uma coisa de pele. Deve ser o desodorante Gillete que eu uso, aplicando duas gotinhas na virilha.

As adolescentes e as empregadas domésticas (que acham que eu sou o famoso cantor "Fábio Junho") estão sempre atrás de mim, patolando-me as partes pudendas com seus olhos e suas mãozinhas lisas (no caso das faxinas, mão encardidas e calosas).

Quanto às empregadas, nada contra. Um cheirinho de Leite de Rosas de vez em quando cai bem.

Já quanto às fedelhas, sempre fujo, não apenas por minhas pequenas bases morais, mas porque é crime, e eu não posso me dar ao luxo de ser preso. Não antes de ficar velho.

Aproveito o ensejo pra contar uma pequena estória que aconteceu comigo.

Na época em que era escravo da Eduarda P., também conhecida como a "velha trepadeira do Egrégio", tive uma secretária loira, coxuda, gostosa e, claro, metida.

De vez em quando, ela trazia pro escritório sua filhota de 14 anos, morena, alta, peitão, bundão e três quilos e setecentos gramas de xota. Uma coisa de louco. A menina tinha corpo de mulher. Era até mesmo mais gostosa que a mãe.

Todo mundo ficava alvoroçado, claro, mas apenas meu colega Cornélio (ele tem essa apelido porque eu saí com a sua dileta esposa. Outro dia eu conto essa fodelança) dava em cima da jovenzinha.

Teve um dia que o escritório estava praticamente vazio, e eu estava em meu porão fingindo que trabalhava. Apareceu a guria, com uma saínha ínfima, com um decote monstruoso, e sentou no sofá em frente a minha mesa com as pernas abertas. Tentei não olhar, mas passei os olhos rapidamente. Pelo que vi, não eram três quilos e setecentos gramas de xana, mas seis ou sete. Ela percebeu e começou a rir. E veio me abraçar, dizendo que eu era o "tio" preferid dela. E que eu era muito engraçado e que fazia muitas piadas. E ficou roçando seus firmes peitinhos juvenis em minha pessoa. Tentei pensar na Tetê Espíndola cantando "Escrito nas Estrelas" ou no Oswaldo Montenegro cantando "Léo e BIa", mas nenhum desses pensamentos me faziam afastar do desejo de agarrar a menina. E ela continuou a me agarrar, rindo.

Fiquei tão agoniado que soltei a seguinte pérola autodefensiva:

- Saí daqui garota, senão vou enfiar o dedo no seu cu.

Ela tomou um susto. Ficou paralisada. Apagou o sorriso e foi embora.

Nunca mais a garota me assediou. Fiquei sabendo por outros colegas que a secretária ficou (perdõem o pleonasmo) putíssima comigo e achou um absurdo o que eu disse. Ela me tratou secamente durante um tempo, voltando, pouco depois, o estágio anterior de putarias e vadiagens.

Na realidade, que acho que o que a mãe queria era isso mesmo. Encaminhar sua putinha pra um trouxa, o que, no caso, seria eu. Flagrariam-me cobrindo a menina, daria uma merda incrível, e eu teria de casar com a (literalmente) filha da puta.

Só uma ameaça anal, desesperada, pôde salvar minha honra, minha moral e meus princípios religiosos.

Que o entôem canções e loas ao fio-terra.